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Reinvenção de Alcaraz é recompensada com o Career Slam

Alcaraz vence Djokovic no Australian Open e se torna o mais jovem a completar o Career Slam, consolidando domínio no tênis

Carlos Alcaraz Foto: Corinne Dubreuil/FFT
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  • Carlos Alcaraz venceu o Australian Open e alcançou o Career Slam aos 22 anos, tornando-se o mais jovem a conquistar os quatro majors.
  • O espanhol derrotou Novak Djokovic na decisão; Nadal não participou da cerimônia de entrega do troféu.
  • A temporada teve mudanças na equipe: Juan Carlos Ferrero deixou o cargo e Samuel López passou a ser o treinador principal.
  • Alcaraz adotou um saque mais simples e estável, aplicou cinquenta e um ace durante o torneio e venceu todas as partidas sem perder sets até as semis.
  • Na chave feminina, Elena Rybakina venceu seu segundo Grand Slam e disparou na disputa pelo topo do ranking, recuperando terreno após a derrota de Sabalenka na final.

Carlos Alcaraz confirmou, aos 22 anos, o Career Slam ao vencer o Australian Open, tornando-se o nono jogador a vencer os quatro majors e o mais jovem a alcançar o feito. A vitória ocorreu sobre Novak Djokovic, em Melbourne, em decisão disputada com alto nível técnico.

A conquista se dá em meio a mudanças na equipe do espanhol, que trouxe ajustes no saque após a saída de Juan Carlos Ferrero. Samuel López passou a comandar a equipe ao lado de Alcaraz, buscando manter o nível elevado e seguir evoluindo no circuito.

A vitória também repercute pela luta de Alcaraz para manter o topo, com o rivalidade forte com Jannik Sinner e a presença de Rafael Nadal, ídolo acompanhando o torneio de perto. A organização do evento, no entanto, não contemplou a participação de Nadal na entrega do troféu.

Um novo saque para o espanhol

Especialistas destacaram o objetivo de simplificar o movimento de saque para aumentar a fluidez e a precisão. Ao longo do torneio, Alcaraz acumulou 51 aces e não perdeu set até as semifinais, tendo sofrido apenas três quebras na fase inicial.

Entre as partidas, o saque de Alcaraz enfrentou quebras apenas em quatro encontros, com Djokovic sendo o mais constante na quebra na decisão. A semelhança mecânica com o movimento de Djokovic chamou a atenção, gerando comentários entre fãs e analistas.

A temporada também envolve ajustes de adversários. O italiano Jannik Sinner, por exemplo, revisa o saque após a derrota na final do US Open. A discussão sobre evolução técnica é vista como parte do amadurecimento da nova geração de grandes nomes.

Rybakina conquista segundo Grand Slam

Elena Rybakina ampliou a trajetória vitoriosa ao conquistar seu segundo Grand Slam aos 26 anos, protagonizando a vitória sobre Aryna Sabalenka. A jogadora russa-kazakh repetiu a performance do último WTA Finals ao vencer outras favoritas no caminho ao título.

Rybakina exibiu saque poderoso e consistência nas trocas de fundo, além de melhor leitura de jogo na semifinal contra Jessica Pegula. O resultado a coloca na terceira posição do ranking, com uma série de vitórias sobre top 10.

Destaques brasileiros

Entre as brasileiras, Luísa Stefani teve boa atuação em duplas, avançando à semifinal em duplas femininas e mistas e mantendo chances de continuidade da parceria com Gabriela Dabrowski. O desempenho indica evolução e aprendizado para a temporada.

Guto Miguel chegou às quartas na chave juvenil, perto de igualar seu melhor resultado em Grand Slam, enquanto Victória Barros sofreu lesão na panturrilha esquerda e precisou desistir do torneio inaugural do ano. O clube técnico informou que a atleta retorna em breve.

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