- O Brasil vive um boom de corridas de rua e atrai tênis chineses de alta performance, como 361° e Peak, com preços competitivos.
- O setor movimenta quase 1 bilhão de reais por ano, envolvendo inscrições, patrocínios, serviços e produtos, com milhões de praticantes.
- A 361° já atua oficialmente no Brasil, com e-commerce próprio e modelos voltados para corrida de rua.
- A Peak entra de forma mais estruturada no mercado brasileiro, após enfrentar entraves regulatórios e logísticos, apostando em preço, design e influência de atletas.
- O principal desafio é a percepção de qualidade da marca entre consumidores, que pode ser superada com preço competitivo e apoio de embaixadores.
Nos últimos anos, o Brasil vive um boom de corridas de rua, que transforma o país em vitrine para tênis chineses de alta performance. Marcas como 361° e Peak avançam com preços competitivos, buscando espaço entre as gigantes tradicionais do setor.
O movimento ocorre em meio a um calendário cada vez mais completo de provas, com milhares de eventos ao longo do ano. Atletas amadores e entusiastas migram para modelos com tecnologia avançada, mantendo custos de entrada relativamente baixos.
O cenário é alimentado pela expansão de corrida de rua, favorecida pela praticidade de treinar em espaços públicos e pela ausência de mensalidades de clubes. O Brasil abriga hoje milhões de praticantes, com estimativas de 15 a 18 milhões correndo regularmente.
O setor brasileiro movimenta quase 1 bilhão de reais por ano apenas em inscrições, patrocínios e produtos associados, incluindo tênis de performance, vestuário e acessórios. A demanda cresce conforme surgem eventos de diferentes distâncias e estilos.
Entre as marcas chinesas, a 361° aparece como o caso mais visível no Brasil, com operação oficial local, e-commerce próprio e modelos criados para corrida de rua. O portfólio vai do treino diário a calçados de alta performance, com tecnologias próprias de espuma e, em alguns casos, placas.
A Peak, outra chinesa em atuação estruturada, tem passado por um processo de entrada gradual no mercado brasileiro. Questões regulatórias e logísticas atrasaram a chegada, mas a empresa apostou em preço competitivo, design arrojado e parcerias com atletas e influenciadores para alcançar corredores amadores.
Outras marcas chinesas aparecem de forma indireta, como Anta, Xtep e empresas menos conhecidas, quando avaliadas em reviews e conteúdos especializados. A presença dessas marcas mira oferecer tecnologia de ponta com custo reduzido.
O grande atrativo está na relação entre tecnologia e valor. Tênis chineses costumam incorporar espumas leves, plataformas pensadas para transição de passada e, nos modelos topo, placas de carbono para aumentar a eficiência. A principal aposta é conquistar a confiança do público.
O desafio permanece na percepção de marca. Têxteis e calçados “vestíveis” exigem envolvimento emocional, além da qualidade comprovada. Preços competitivos e modelos usados por atletas reconhecidos ajudam a abrir espaço entre corredores que buscam alternativas às marcas tradicionais.
Para os fabricantes, a estratégia é clara: ampliar presença com produtos bem escamados tecnicamente, preços atraentes e ações que associem as shanks a nomes de peso no atletismo. E a corrida continua como motor para essa competição.
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