- A tocha essencial para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão e Cortina, foi desenhada por Carlo Ratti, professor do MIT.
- O projeto, chamado “Essential”, prioriza a chama no centro e busca ser simples, minimalista e resistente ao clima e a diferentes altitudes.
- O processo de design levou três anos, com colaboração de comitês olímpicos locais e globais e apoio da parceira Versalis; utiliza um queimador de alto desempenho movido a bio-GPL a partir de fontes 100% renováveis.
- A tocha pode ser recarregada 10 vezes, diminuindo em dez vezes o número de tochas produzidas, e é rodada por um mecanismo interno visível pela lateral.
- Feita principalmente de alumínio reciclado e pesando pouco menos de 2,5 libras, a tocha tem coating de alta resistência térmica e muda de cor conforme o ambiente; o símbolo olímpico é azul-esverdeado e o paralímpico, dourado, e ganhou menção honrosa no Compasso d’Oro.
- A trajetória da tocha começou em novembro, passando por 110 províncias italianas antes de chegar a Milão para a cerimônia de abertura em seis de fevereiro; o designer também participou de parte do percurso em Turim.
A tocha “Essential” marca o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão e Cortina d’Ampezzo. O projeto teve a assinatura de Carlo Ratti, professor de prática do MIT e diretor do Senseable City Lab. A concepção priorizou energia, leveza e sustentabilidade.
Ratti, natural de Turim, é reconhecido designer global. O processo envolveu o MIT e parceiros locais e globais, com diversas propostas discutidas antes de chegar ao formato definitivo. A ideia foi manter o foco na chama, não no ornamento.
A peça foi desenvolvida ao longo de três anos, com colaboração de equipes de pesquisa e da patrocinadora Versalis. O objetivo é manter a chama acesa independentemente de tempo, vento ou altitude durante o trajeto.
Design e características
O decretado “Essential” utiliza um queimador de alto desempenho alimentado por bio-GPL obtido de fontes 100% renováveis pela ENI. O equipamento pode ser recarregado 10 vezes, reduzindo a quantidade de tochas produzidas.
O mecanismo interno fica visível pela abertura vertical lateral, enfatizando a chama. A construção prioriza a minimalização, afastando elementos não essenciais.
A tocha é feita principalmente de alumínio reciclado e pesa cerca de 2,5 libras, pouco mais de 1,1 kg. O acabamento em PVD resiste ao calor e reflete ambientes, mudando de cor conforme o cenário.
Sustentabilidade e identidade visual
O tom azul-esverdeado representa a tocha olímpica, enquanto a tocha paralímpica adota o dourado. O projeto recebeu menção honrosa no Compasso d’Oro, prêmio italiano de design.
A chama é o elemento central e remete à tradição grega antiga, onde o fogo simbolizava sacralidade e continuidade da competição. O objetivo é manter o simbolismo com tecnologia contemporânea.
Trajeto e aplicação
A passagem da tocha começa em Olímpia, na Grécia, antes de viajar pela Itália. O itinerário percorre todas as 110 províncias italianas até chegar a Milão para a cerimônia de abertura em 6 de fevereiro.
Ratti conduziu parte do revezamento em Turim, em janeiro, destacando o envolvimento de comunidades locais. A rota anual envolve milhares de voluntários e grande participação popular.
Contexto e visão
O designer afirma que o formato permite mais criatividade em eventos temporários. A tocha busca transmitir uma ética de moderação e foco na chama, conectando passado e futuro da indústria italiana.
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