- A temporada de 2026 traz mudanças técnicas e de motores, com os testes de pré-temporada em Barcelona já trazendo primeiras impressões dos pilotos.
- Será possível usar um botão de ultrapassagem para liberar mais energia elétrica se o piloto estiver a menos de um segundo do adversário; a parte elétrica do motor ganhou importância.
- Os carros aparecem bem diferentes, mas mais divertidos de pilotar; há menor downforce, menos efeito golfinho e maior previsibilidade em curvas.
- Em geral, os carros parecem um pouco mais lentos, mas aceleram mais rápido nas retas devido ao aumento da potência elétrica, chegando a cerca de 340–350 km/h.
- O principal desafio é a gestão de energia ao redor da volta, com necessidade de lift and coast para recarregar baterias; alguns pilotos relatam dificuldade para acompanhar e para ultrapassar.
Diferentes e divertidos: pilotos avaliam os carros da F1 2026 durante a pré-temporada em Barcelona. A temporada trará mudanças técnicas e de motores, com foco na eletrificação do propulsor. Os pilotos, em geral, reconheceram as mudanças e se mostraram otimistas com a experiência de pilotar os novos bólidos.
Entre os testes, o principal consenso é de que o downforce caiu e a asa ganhou nova conformação. A FIA já havia sinalizado esse ajuste, que também influencia a estabilidade em curvas. Pilotos destacaram maior previsibilidade ao seguir adversários, especialmente em altas velocidades.
Desempenho e sensação ao volante
A percepção comum é de carros um pouco mais lentos na trajetória, mas com aceleração mais veloz nas retas devido ao incremento da potência elétrica. A energia elétrica subiu de 120 kW para 350 kW, o que reduz o tempo para atingir velocidades máximas.
Kimi Antonelli e George Russell enfatizaram a maior facilidade de acompanhar carros à frente, com menos turbulência nas curvas rápidas. Norris observou que as retas ficaram mais rápidas, mesmo que as curvas de baixa velocidade pareçam menos exigentes.
Perspectivas de adaptação na pista
A maior dificuldade apontada é a gestão de energia por volta. O novo sistema de recuperação de energia força os pilotos a planejar o consumo durante a volta, com uso de modo de ultrapassagem e o boost ativado no volante. Russell explicou que a curva de aprendizado envolve equilibrar ganhos em curvas com consumo nas retas.
Entre os pilotos brasileiros, Gabriel Bortoleto ressaltou que a nova unidade de potência é significativamente diferente, com sensação de maior alavancagem nas saídas de curva. Ele destacou a necessidade de adaptar o estilo de pilotagem diante dessa mudança.
Ponto de vista dos favoritos e críticas
O atual campeão Lando Norris mencionou que a velocidade de chegada à zona de decisão, nas retas, é superior, mas a velocidade de entrada das curvas ficou menor. Hamilton, veterano com 19 temporadas, classificou as mudanças como as maiores que já percebeu ao longo da carreira.
Entretanto, nem tudo é consenso: Esteban Ocon e Oliver Bearman apontaram dificuldades para acompanhar o grupo à frente, com ressalvas sobre a ultrapassagem. Os pilotos também indicaram que o lift and coast será necessário para recarregar a bateria, especialmente na classificação.
Panorama de quem está em ascensão
Além de Hamilton e Norris, Kimi Antonelli, George Russell e Charles Leclerc destacaram o desafio técnico, mas mantiveram visão positiva sobre a experiência de dirigir os carros. Até o brasileiro Bortoleto aposta que a nova regra pode favorecer quem melhor otimizar energia e estratégia ao longo da volta.
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