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Besuntado de Tonga retorna às Olimpíadas como ícone humanitário

Pita Taufatofua conduz a bandeira na abertura de Milão-Cortina, destacando apoio global a Tonga após o desastre, com o COI enfatizando diversidade de porta-bandeiras

Pita Taufatofua - Porta-bandeira de Tonga na abertura
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  • Pita Taufatofua conduzirá a bandeira olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, em Milão, nesta sexta-feira.
  • O atleta ficou conhecido por carregar a bandeira sem camisa, banhado a óleo, em Rio de Janeiro 2016 e repetiu a função em Tóquio, agora à frente na abertura de Milão-Cortina.
  • Em janeiro de dois mil e vinte e dois, após a erupção do vulcão Hunga Tonga e o tsunami subsequente, Taufatofua organizou uma vaquinha online que angariou mais de quinhentos mil dólares para a população atingida.
  • Além dele, o COI destacou outros porta-bandeiras, como Tadatoshi Akiba, Maryam Bukar Hassan, Nicolò Govoni e Filippo Grandi, escolhidos por representar valores olímpicos, engajamento cívico e causas humanitárias.

Pita Taufatofua será o porta-bandeira na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, marcando o retorno do atleta às Olimpíadas, desta vez carregando a bandeira de forma tradicional, sem a vestimenta colorida de Tonga que o tornou meme nas redes.

A participação de Taufatofua, conhecido por aparecer sem camisa e coberto de óleo, permanece ligada a ações humanitárias. Em janeiro de 2022, após a erupção do vulcão Hunga Tonga, ele organizou uma vaquinha online que arrecadou mais de 500 mil dólares para vítimas do desastre.

Além do atleta de Tonga, a estrutura da cerimônia de abertura traz nomes de fora do esporte. O COI anunciou porta-bandeiras como Tadatoshi Akiba, Maryam Bukar Hassan, Nicolò Govoni e Filippo Grandi, escolhidos por engajamento cívico, causas humanitárias e defesa de refugiados.

Bandeira com propósito

Entre os escolhidos pelo COI, destaca-se Akiba, ex-prefeito de Hiroshima, pelo trabalho em desarmamento nuclear. Hassan é atriz e Defensora Global da Paz da ONU, enquanto Govoni é escritor e ativista italiano. Grandi atua como vice-presidente da Fundação Olímpica para Refugiados.

A decisão do COI reforça a tendência de incluir figuras ligadas a causas sociais em cerimônias de abertura, além de atletas. Em edições anteriores, eventos anteriores já incluíram personalidades de diversos campos para representar valores olímpicos.

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