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Polêmica envolve injeções de ácido na região genital nas Olimpíadas

WADA emite alerta sobre uso de ácido hialurônico no pênis para ampliar traje de esqui, com risco de manipular medidas e violar regras nos Jogos de Inverno

Até o momento, o ácido hialurônico não consta na lista de substâncias proibidas da WADA
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  • A WADA emitiu alerta sobre uma suposta tática envolvendo ácido hialurônico no pênis para potencialmente beneficiar o desempenho em saltos de esqui nas Olimpíadas de Inverno, aumentando a circunferência genital para permitir trajes maiores.
  • Segundo a reportagem da Bild, o objetivo não seria estético, mas técnico: maior área de superfície da veste pode ampliar a sustentação durante o voo.
  • O procedimento é realizado em consultório, não invasivo, com material biocompatível que é absorvido pelo organismo e costuma exigir reaplicação anual.
  • A prática também é discutida como parte de uma tendência estética masculina, com pesquisas citadas sugerindo que cerca de um em cada cinco homens pode desejar modificações genitais.
  • No momento, o ácido hialurônico não consta na lista de substâncias proibidas da WADA; se surgirem evidências, investigações formais poderão ser abertas pelo COI.

Em meio aos Jogos de Inverno, a WADA alertou sobre uma prática agressiva de modificação corporal que poderia afetar o desempenho no salto de esqui. A suposta tática envolve injeções de ácido hialurônico no pênis com a finalidade de aumentar a circunferência para usar trajes maiores. A ideia seria ampliar a área de sustentação durante o voo.

A reportagem do Bild trouxe detalhes sobre como o procedimento poderia ser utilizado para influenciar medições oficiais da FIS. Roupas com maior superfície, teoricamente, poderiam gerar vantagem na sustentação durante a fase de voo. A avaliação envolve regras de fabricação de trajes baseadas nas medidas corporais.

Como funciona o procedimento

O preenchimento com ácido hialurônico é feito em consultório, não é invasivo, e o material é biocompatível. A substância é absorvida pelo organismo com o tempo, demandando reaplicação anual em muitos casos.

Dr. Ubirajara Barroso Jr. afirma que a técnica evoluiu nos últimos anos, migrando do PMMA para o ácido hialurônico, por apresentar menor resposta inflamatória e menor risco imunogênico. O especialista ressalta que a prática não é nova, apenas ganhou atenção recente.

Panorama técnico e ético

A busca por procedimentos estéticos íntimos tem crescido entre homens, segundo o urologista. Estudos sugerem que parte dos homens valoriza o tamanho do órgano como indicador de virilidade, embora haja divergência sobre a percepção feminina.

Ainda não há consenso científico sobre impactos reais no desempenho esportivo. A WADA e o COI acompanham o tema, considerando que alterações corporais que visem ganho de performance podem configurar violação ética ou técnica.

Situação regulatória

Até o momento, o ácido hialurônico não consta na lista de substâncias proibidas pela WADA. Caso haja evidências concretas de uso para manipular medidas, a entidade prometeu abrir investigações formais. O COI também manteve vigilância sobre possíveis modificações corporais com efeito competitivo.

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