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Repórteres italianos protestam após gafe de chefe sobre Olimpíadas

Jornalistas da Rai Sport promovem protestos após falhas de Petrecca na abertura de Milano Cortina, com gaffes, erros de localização e críticas à imparcialidade

Sports journalists at Rai say director Paolo Petrecca’s ‘disastrous coverage’ was ‘embarrassing’. Photograph: Maria Laura Antonelli/AGF/Shutterstock
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  • Jornais de esportes da Rai planejam protestos contra a atuação do diretor esportivo Paolo Petrecca, após falhas na transmissão da cerimônia de abertura das Olimpíadas Milano Cortina.
  • Petrecca começou exibindo o Estádio Olímpico de Roma em vez do San Siro, em Milão, e confundiu a atriz italiana Matilda De Angelis com Mariah Carey.
  • Também confundiu Kirsty Coventry, presidente do Comitê Olímpico Internacional, com Laura Mattarella, filha do presidente italiano.
  • A União interna dos jornalistas da Rai, a CDR, anunciou protestos, incluindo a retirada de créditos e greve de três dias após os Jogos, por considerar a cobertura “desastre” da abertura.
  • Oposição afirma que incidentes reforçam suspeitas de viés da Rai ao governo de direitos de direita; a Rai comentou ter sido procurada para comentar o caso.

O diretor de esportes da Rai, Paolo Petrecca, cometeu falhas durante a cerimônia de abertura dos Jogos Milano Cortina, confundindo local, pessoas e identidades. O episódio gerou reação de jornalistas da emissora pública italiana e de oposição, com desdobramentos que se estendem além do evento.

Petrecca, nomeado para o cargo em 2025, abriu a transmissão recebendo os espectadores no Stadio Olimpico de Roma, e não no San Siro, em Milão, onde ocorreu a cerimônia de abertura. Em seguida, houve a troca de identidades de figuras públicas durante o comentário.

Ainda segundo relatos, o apresentador confundiu a atriz italiana Matilda De Angelis com a cantora Mariah Carey e confundiu Kirsty Coventry, presidente do Comitê Olímpico Internacional, com Laura Mattarella, filha do presidente italiano. Essas falhas foram amplamente comentadas nas redes sociais.

Protestos e mobilização dos trabalhadores

A CDR, sindicato interno que representa jornalistas da Rai, informou que os repórteres de esportes vão protestar, com retenção de créditos e greve de dois a três dias após os Jogos. A mobilização é vista como resposta ao que descrevem como cobertura desastrosa da abertura.

A organização afirmou que o episódio prejudica a Rai, seus pagadores de taxa de licenciamento e os jornalistas que atuam no serviço público. O CDR ressaltou que não se trata de uma questão partidária, mas de respeito e dignidade do serviço público.

Usigrai, sindicato de imprensa, classificou a cobertura como inadequada. A oposição política criticou o episódio, associando-o a alegada parcialidade de setores da imprensa ligada ao governo de uma coalizão de direita.

Contexto e desdobramentos

A relação entre a Rai e o governo tem sido objeto de debates desde a ascensão de Giorgia Meloni ao poder em 2022. Análises apontam que o episódio atual alimenta controvérsias sobre a linha editorial da emissora pública durante eventos de grande visibilidade internacional.

A Rai afirmou ter buscado comentários da área de esportes, sem confirmar detalhes adicionais. A cobertura dos Jogos Milano Cortina continua sendo objeto de avaliação interna, com foco na qualidade jornalística e na fidelidade às informações.

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