Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Biatleta francês condenado por fraude vence ouro olímpico; colega fica em 80º

Biatleta francesa Julia Simon, condenada por uso de cartão de crédito de colega, vence o ouro olímpico pelo revezamento francês; rival terminou em 80º

Julia Simon of France gestures towards the TV compound as she crosses the finish line to win the women's 15km individual biathlon.
0:00
Carregando...
0:00
  • Julia Simon, biatleta francesa, foi condenada por uso de cartão de crédito de terceiros e recebeu multa de € quinze mil e pena suspensa de três meses.
  • A acusada admitiu ter gasto mais de € dois mil com os dados da carta da companheira Justine Braisaz-Bouchet, que ficou em oitavo lugar na prova.
  • Também foi comprovado uso dos dados do fisioterapeuta da equipe entre 2021 e 2022; Simon negou inicialmente, alegando crime de identidade, até a confissão em audiência em Albertville.
  • Na prova relevada, Justine Braisaz-Bouchet terminou em 80º, enquanto Lou Jeanmonnot ganhou a prata pela França.
  • No fim da prova de revezamento misto 4×6 km, Simon ajudou a França a conquistar o ouro, apesar da controvérsia, e cruzou a linha com o dedo sobre os lábios sem explicar o gesto.

A atleta francesa Julia Simon foi condenada por uso de cartão de crédito de terceiros, mas ainda assim conquistou a medalha de ouro olímpica na prova feminina de biatlo 15 km. A informação é de apuração recente sobre o caso que envolve fraude financeira dentro da equipe nacional.

Simon, de 29 anos, recebeu uma multa de €15 mil e uma sentença suspensa de três meses em outubro do ano passado, após comprovada utilização de cartão pertencente à Justine Braisaz-Bouchet, também de 29 anos, que terminou em 80º lugar na mesma prova. A investigação apontou ainda uso de dados do fisioterapeuta da equipe entre 2021 e 2022.

Além disso, a atleta admitiu ter acessado fotos do cartão no celular, o que motivou a confissão durante audiência em Albertville. O episódio, que ocorrera em 2021, foi revelado apenas posteriormente, após Simon vencer o primeiro de seus 10 títulos mundiais.

Contexto e desdobramentos

Justine Braisaz-Bouchet denunciou ataques online após o escândalo, dizendo ter recebido mensagens abusivas desde 2023, quando a história ganhou repercussão. Lou Jeanmonnot, companheira de equipe, venceu a prata na mesma competição em que Simon disputou. Jeanmonnot também integra a seleção francesa que passa por uma revisão ética.

Simon cumpriu parcialmente a suspensão administrativa imposta pela Federação Francesa de Esqui, o que a deixou sem competir por um evento no início desta temporada, porém permitiu que disputasse os Jogos onde ajudou a França a garantir o ouro no revezamento misto 4×6 km. Durante a chegada, a atleta mantivera silêncio sobre o motivo da posição dos dedos na linha de chegada, afirmando apenas que era algo resolvido e não iria comentar.

A Confederação Francesa de Esqui manteve o histórico de sanções, destacando que a punição não anulou a participação de Simon na prova de maior expressão. O caso levanta debates sobre padrões éticos no biatlo e acompanha outras turbulências envolvendo atletas franceses, em meio a um movimento de reformas na modalidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais