- Craig Tiley revelou a ideia de fazer a chave feminina de Grand Slam em melhor de cinco sets a partir das quartas de final, a partir do próximo ano.
- A proposta dividiu opiniões entre jogadoras durante o Media Day do WTA 1000 de Doha.
- Coco Gauff disse que pode jogar partidas de cinco sets, mas não tem certeza se quer esse formato; evitaria algo demais para o público.
- Amanda Anisimova afirmou que a mudança seria drástica para o vestiário e para a preparação já orientada pelo formato atual de melhor de três sets; ressaltou impacto físico.
- Iga Swiatek, segunda do ranking, não vê sentido no calendário da WTA com partidas mais longas e entende que manter a qualidade ao longo de tudo seria um desafio.
O diretor do Australian Open, Craig Tiley, abriu o debate sobre a adoção de confrontos de cinco sets na chave feminina a partir das quartas de final, no ano que vem. A ideia gerou críticas e dividiu opiniões no circuito. No Dia de Mídia do WTA 1000 de Doha, jogadoras de destaque se manifestaram contrárias à mudança.
Coco Gauff afirmou que não tem certeza se conseguiria manter o alto nível em partidas de cinco sets e sugeriu que, do ponto de vista do público, ter jogos mais longos poderia ser demais para homens e mulheres. A brasileira Amanda Anisimova também avaliou que a mudança mexeria em estratégias já consolidadas de elite.
Anisimova ressaltou que seria uma transformação física significativa para as jogadoras e indicou preferência pelos formatos atuais de melhor de três sets. Já Iga Swiatek, segunda no ranking, disse que o calendário apertado da WTA torna inviável popularizar partidas tão longas, mesmo sendo uma atleta reconhecida pela resistência.
Swiatek ainda ponderou que não tem experiência em confrontos tão extensos e que as equipes teriam de reorganizar a temporada para manter a forma ao longo de partidas mais longas. A atleta destacou possíveis impactos no planejamento anual e nos níveis de qualidade ao longo dos duros combates.
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