- O esquiador de osso histórico Vladyslav Heraskevych foi desclassificado dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 por se recusar a usar o “capacete da memória” em homenagem aos mortos na guerra.
- A decisão foi anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional 21 minutos antes da primeira rodada da prova de osso esqueleton masculino, em Cortina, nesta quinta-feira.
- Com a desqualificação, Heraskevych precisa deixar o village olímpico e não poderá competir nem retornar à competição.
- O atleta afirmou que acredita ter condições de disputar medalha e que a decisão desvia a atenção das provas; ele pretende recorrer ao Tribunal de Arbitragem do Esporte.
- A IOC afirmou que o banimento ocorreu por ele não cumprir as Diretrizes de Expressão de Atletas, rejeitando propostas de compromissos, como o uso de uma braçadeira preta. (Reações de figuras da modalidade também foram registradas, incluindo críticas à decisão.)
Vladyslav Heraskevych, atleta ucraniano de skeleton, foi desqualificado dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 após recusar-se a abrir mão do uso de um “capacete da memória” em homenagem aos mortos da guerra. A decisão foi anunciada pela Comitê Olímpico Internacional (COI) 21 minutos antes da largada da prova masculina de skeleton em Cortina d’Ampezzo, nesta quinta-feira. A medida o inviabilizou de competir e ele precisa deixar o vilarejo dos atletas imediatamente.
Heraskevych era considerado candidato a medalha antes da sanção. Sem credenciais, ele ainda tentaria disputar a prova, mas foi informado de que não poderia iniciar o evento. O atleta expressou que o momento é de dor e que acredita que poderia ter feito um bom desempenho nas disputas.
O COI afirmou que a retirada de credencial ocorreu por desrespeito às Diretrizes de Expressão do Atleta durante a competição. O veredito foi tomado pela juria da Federação Internacional de Bobsleigh e Skeleton, com base no fato de o capacete não cumprir as regras. A entidade destacou que foi dada uma última oportunidade a Heraskevych.
Coventry, presidente do COI, informou a jornalistas que houve tentativa de solução, inclusive com a presença do atleta e de representantes, mas não houve acordo. Ela lamentou a decisão e disse que a mensagem da homenagem é forte, mas o objetivo era manter o campo de jogo sem distorções.
Heraskevych informou que pretende recorrer ao Tribunal de Arbitragem do Esporte (CAS). Com a competição já em andamento, as perspectivas de sucesso no recurso são consideradas improváveis. Ele descreveu a experiência como marcada por pressões e críticas.
Reação parcial foi registrada entre o público e a comunidade da patinação de velocidade, com apoio à ideia de memória das vítimas, segundo relatos. A discussão envolve equilíbrio entre expressão pessoal e regras de conduta em eventos esportivos internacionais.
Fontes oficiais destacam que o caso envolve a aplicação de regras que restringem mensagens políticas ou de lembrança durante as competições. Não houve confirmação de mudanças imediatas nas regras para futuras provas, mantendo o atual protocolo em vigor.
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