- Mikhail Shaidorov, do Cazaquistão, venceu o ouro no programa livre, após uma apresentação estável que lhe rendeu uma marca de 291,58 pontos.
- Ilia Malinin, favorito norte-americano, cometeu vários erros e terminou em oitavo, encerrando uma sequência invicta de mais de dois anos.
- Yuma Kagiyama, do Japão, ficou com a prata, e Shun Sato, também do Japão, ficou com o bronze, em uma noite com falhas de favoritos.
- Malinin iniciou o programa livre com liderança de pouco mais de cinco pontos, mas não conseguiu manter a vantagem diante das quedas e saltos não concluídos.
- Shaidorov tornou-se o primeiro campeão olímpico do Cazaquistão no patinação artística masculino e entregou o primeiro ouro do país nesses Jogos de Inverno.
Ilia Malinin não confirmou a expectativa de luta pelo ouro na final do programa livre masculino, em Milão. O favorito americano terminou em oitavo lugar, após erros múltiplos que abriram espaço para a surpresa: Mikhail Shaidorov, do Cazaquistão, conquistou o ouro olímpico.
Shaidorov subiu do quinto lugar após o programa curto para vencer com a soma de 291,58 pontos na soma dos segmentos. Kagiyama ficou com a prata e Sato levou o bronze, em uma noite de quedas de grandes nomes do esporte.
Malinin abriu a modalidade final com esperanças de manter a liderança, começando com um quad flip e um quad lutz. No entanto, cometeu falhas consecutivas, reduziu o axel planejado e caiu em outra tentativa de lutz, completando apenas com rotações menores.
O resultado marcante encerrou uma sequência invicta de mais de dois anos para Malinin, que acumulava 14 competições sem perde. O jovem de 21 anos é reconhecido por suas marcas técnicas, incluindo o quadruple axel em competição.
Para Shaidorov, a vitória representa o marco mais importante de sua carreira e o primeiro ouro olímpico do Cazaquistão no esporte. O desempenho sólido, com quatro quads bem executados, contrastou com as falhas dos favoritos na noite.
Kagiyama assegurou prata ao somar consistência após um início irregular na equipe. Sato fechou o pódio com bronze, reforçando a força da delegação japonesa no evento.
A derrota de Malinin, lembrança de que o domínio técnico pode ficar vulnerável em uma decisão de alto nível, não deve encerrar a carreira do atleta. Ainda assim, a prova redefine os rumos do desempate entre favoritismo e imprevisibilidade no gelo.
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