- Lucas Pinheiro Braathen, naturalizado brasileiro nascido na Noruega, conquistou a primeira medalha olímpica de inverno do Brasil, sendo também o primeiro da América Latina a chegar ao pódio da neve.
- Ele abriu caminho para o país no esporte de inverno, seguindo uma tradição de pioneirismo de atletas de origem estrangeira.
- Na vela, o Brasil teve a primeira medalha com Burkhard Cordes, nascido na Alemanha, em 1968, ao lado de Reinaldo Conrad.
- O sueco Lars Björkström, naturalizado em 1979, venceu o ouro na vela em 1980 ao lado de Alex Welter, marco histórico para o Brasil na modalidade.
- No judô, Chiaki Ishii, nascido no Japão, conquistou bronze em 1972, inaugurando a trajetória olímpica brasileira na modalidade; Flávio Canto também trouxe medalha, em 2004, nascido em Oxford, Inglaterra.
O Brasil celebrou no sábado (14) o primeiro ouro olímpico de inverno de sua história, conquistado por Lucas Pinheiro Braathen. Naturalizado brasileiro, nascido na Noruega, ele tornou o Brasil pioneiro no esporte no continente. A vitória ocorreu no slalom gigante, em um momento que amplia o protagonismo nacional na neve.
Braathen tem raízes crossfield: mãe brasileira e pai norueguês. Sua conquista não apenas o coloca como o primeiro medalhista olímpico de inverno do país, mas também o primeiro da América Latina a alcançar esse feito. O feito abre portas para novas gerações e inspira o esporte brasileiro fora das áreas tradicionais.
A vela começou com sotaque alemão e sueco. Burkhard Cordes, nascido na Alemanha, mudou-se ao Brasil ainda bebê e se naturalizou. Com Reinaldo Conrad, garantiu a primeira medalha olímpica da vela brasileira, o bronze na classe Flying Dutchman em 1968.
Anos depois, outro estrangeiro elevou a vela ao pódio mundial. Lars Björkström, sueco naturalizado em 1979, sagrou-se campeão olímpico na classe Tornado em 1980, ao lado de Alex Welter, cidade de São Paulo. Foi o primeiro título olímpico da vela para o Brasil.
No judô, o pioneirismo também teve origem fora do país. Chiaki Ishii nasceu no Japão, mudou-se para o Brasil, abriu uma academia em São Paulo e tornou-se naturalizado em 1969. Representando o Brasil, conquistou bronze em Tóquio 1972, inaugurando a hegemonia brasileira na modalidade.
Flávio Canto é outro marco do judô brasileiro. Nascido em Oxford, Inglaterra, aos dois anos retornou ao Brasil, onde construiu a carreira que o levou ao bronze em Atenas 2004. Sua trajetória reforça a presença de atletas com raízes internacionais no sucesso olímpico do país.
Raízes diversas moldam a identidade esportiva brasileira. Do frio das montanhas ao mar e ao tatame, atletas nascidos fora do Brasil ajudaram a escrever capítulos centrais da história olímpica do país. A trajetória mostra que o Brasil cresce pela soma de culturas.
Mais que coincidência, a história evidencia uma marca: o Brasil se beneficia da diversidade de origens para alcançar resultados de ponta. E seus maiores pioneiros costumam ter começado falando outro idioma.
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