- Lucas Pinheiro Braathen tornou-se o primeiro sul-americano a conquistar uma medalha de inverno ao vencer o ouro no eslalom gigante masculino em Bormio.
- A vitória marcou o primeiro ouro sul-americano na história dos Jogos Olímpicos de Inverno para o continente.
- Braathen abriu com vantagem de 0,95 segundo sobre o suíço Marco Odermatt e, no final, manteve a liderança com 0,58 segundo de vantagem.
- Odermatt ficou com a prata, enquanto Loïc Meillard fechou com o bronze.
- Emocionado, Braathen disse que espera inspirar jovens que se sentem diferentes a confiar em quem são.
Lucas Pinheiro Braathen fez história ao conquistar a primeira medalha de ouro de um sul-americano em um Jogos de Inverno, na prova de slalom gigante masculino disputada em Bormio. O feito ocorreu com a neve caindo e a neblina envolvendo a pista. Braathen superou o favorito Marco Odermatt e garantiu o ouro por 0,58 segundo de vantagem.
Estreando com liderança expressiva logo na primeira passagem, Braathen abriu quase um segundo e meio de vantagem sobre Odermatt, o então campeão olímpico. Ainda que tenha apresentado toques de nervosismo na segunda volta, o brasileiro naturalizado brasileiro manteve o ritmo e confirmou o resultado.
No momento da vitória, Braathen caiu no gramado de tanta emoção, levantou os bastões e abraçou o pai, Bjorn. O atleta costuma treinar com o lema Vamos Dançar estampado no capacete, que simboliza a forma de respirar que o acompanha em pistas de alto risco.
Braathen tem ligações com o Brasil pela mãe Alessandra, nascido em Oslo de pai norueguês, e cresceu bilíngue, em norueguês e português. Em 2024 retornou às pistas representando o Brasil, país de origem de sua mãe, e passou a figurar entre atletas de vanguarda no cenário internacional.
Antes do ouro, Braathen soma atuação em eventos de moda e empreendedorismo: participa de desfiles em Paris e Milão e lançou uma linha própria de cuidados com a pele. Seu desempenho em Bormio o colocou como referência para o esporte de inverno na América do Sul.
Odermatt, atual campeão olímpico, ficou com a prata, enquanto Loïc Meillard, também da Suíça, garantiu o bronze. A conquista de Braathen amplia o alcance histórico do Brasil no contexto dos Jogos de Inverno, destacando a presença sul-americana em provas tradicionalmente dominadas por atletas de outras regiões.
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