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Ferrari testa asa traseira giratória 180°

Ferrari testa asa traseira que gira 180° em Bahrain, buscando ganho aerodinâmico com nova configuração sob regras de 2026

Detalhe da nova asa da Ferrari nos testes da F1 2026 — Foto: Reprodução
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  • A Ferrari apresentou, na pré-temporada da F-1 de 2026 em Bahrein, uma asa traseira que gira 180º, sob a condução de Lewis Hamilton, que completou apenas cinco giros devido a problemas de chassi.
  • Na quarta-feira, a equipe também revelou uma pequena asa em frente ao exaustor do carro de Charles Leclerc, semelhante a uma beam wing, que chamou atenção das rivais.
  • A beam wing, elemento proibido nas novas regras de 2026, é visto por veículos da imprensa como possível contorno regulatório, com permissões em medições de suportes da asa traseira.
  • A Ferrari afirma que a solução pode orientar o ar sujo para cima e estimular o fluxo do difusor, potencialmente aumentando o downforce sem exigir grandes aumentos de arrasto.
  • Outros times também apresentaram inovações aerodinâmicas durante os testes, como Audi e Alpine, cada um com soluções distintas para as portas de refrigeração e aletas da asa traseira.

Ferrari apresenta inovação em teste na F1 2026 com asa traseira que gira 180º

A Ferrari testou uma nova configuração na pré-temporada da F1 2026, no Bahrein, com uma asa traseira que realiza giro de 180º na aleta superior. O movimento ocorre ao acionar o modo de reta no sistema de aerodinâmica ativa, uma das novidades regulatórias de 2026. O piloto da sessão matinal foi Lewis Hamilton, que completou apenas cinco voltas devido a problemas de chassis.

A novidade foi acompanhada de outra melhoria observada pela equipe italiana na quarta-feira, quando apareceu uma pequena asa diante do exaustor do carro de Charles Leclerc. O item chamou atenção de rivais e da imprensa, sendo comparado a uma beam wing, estrutura que orienta o fluxo de ar em direção ao carro da frente.

Entenda o recurso e o contexto

A asa que gira 180º fica acima da aleta superior e desloca o fluxo para trás, buscando eficiência aerodinâmica com o motor de exaustão. A Ferrari sustenta que o conjunto completo, com a asa e o exaustor, pode ampliar o downforce mantendo o arrasto sob controle. O conceito pode indicar ganhos em competição se replicado.

A beam wing foi introduzida no regulamento de 2022, mas teve restrições nas novas regras de 2026. Veículos da imprensa internacional sugerem que a Ferrari pode ter explorado margens de leitura das medições dos suportes da asa, mantendo-se dentro das regras.

Reação e contexto de paddock

A Ferrari já participou de treinos na semana anterior, mas só nesta rodada de testes passou a apresentar a novidade de forma mais ostensiva. Enquanto Leclerc já rodava com o equipamento na primeira semana, a equipe apresentou a configuração com o exaustor na sessão seguinte, gerando expectativa entre as rivais.

Outras equipes também exibiram soluções aerodinâmicas de destaque no Bahrein. A Audi trouxe inovações no sidepod, com orientação do fluxo de ar diferente, enquanto a Alpine apresentou uma asa traseira com três aletas, com movimentos de abertura que se destacaram entre os carros em pista.

Implicações para a temporada

Caso a leitura técnica permita neutralizar as regras, outras equipes podem buscar soluções similares, o que exigiria redesign completo da peça para não impactar o equilíbrio do conjunto. A Ferrari relata boa confiabilidade até o momento, em meio a ritmo competitivo ao lado de Mercedes, McLaren e Red Bull, conforme a pré-temporada.

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