- A atleta Eileen Gu, nascida em San Francisco, escolheu representar a China nas Olimpíadas e já acumula cinco medalhas na história do freeskio olímpico (duas de ouro e uma de prata em 2022, mais duas pratas em Milano Cortina; mais uma prova ainda por disputa).
- Em 2019 Gu pediu mudança de representatividade para a China; a decisão envolve questões de cidadania e está em debate público.
- O vice‑presidente norte‑americano JD Vance sugeriu que atletas nascidos nos EUA devem representar os Estados Unidos em competições internacionais.
- Gu respondeu a Vance, dizendo estar “flattered” (encantada) com o comentário e que não se sente ofendida, citando que se tornou alvo de debates políticos.
- O órgão máximo do Olimpismo permite que cidadãos de dois ou mais países possam representar qualquer um deles; a China não permite dupla cidadania, e Gu não revelou oficialmente seu status de cidadania.
Eileen Gu, atleta norte-americana de freeski, respondeu a críticas de representar a China em competições internacionais. A mensagem veio após o vice-presidente JD Vance questionar atletas nascidos nos EUA que escolhem outras nacionalidades. O cenário envolve políticas de cidadania e dilemas identitários no esporte.
Gu, de 22 anos, soma cinco medalhas na história do freeskis; duas de ouro e uma de prata em Pequim 2022, além de duas pratas em Milão-Cortina. Em 2019, pediu mudança de federação para China, gerando debates sobre nacionalidade no esporte olímpico.
Reação de Gu e contexto
Durante uma prova de qualificação na edição atual, Gu respondeu a perguntas sobre as críticas. Ela disse estar lisonjeada pela menção de Vance e afirmou não se sentir ofendida, reconhecendo que é alvo de debates políticos.
A atleta destacou que muitos competem por outros países e que a discussão em torno de sua escolha está ligada a convites e percepções sobre a China. Ela afirmou que suas conquistas reforçam o espírito olímpico.
Comentários sobre a política interna
Vance, que comandou a delegação dos EUA nestes Jogos, afirmou que atletas nascidos nos EUA devem representar o país. Em entrevista à Fox News, ele disse apoiar atletas que se identifiquem como americanos, destacando a importância da educação e das liberdades americanas.
Vance não definiu qual seria o status de Gu, ressaltando que a decisão cabe ao comitê olímpico. O político participou de eventos em Milão e foi vaiado em abertura no Estádio San Siro.
Situação regulatória e contexto olímpico
O charter olímpico permite que portadores de múltiplas nacionalidades escolham representar um país. Gu não divulgou publicamente sua cidadania e a China não admite dupla cidadania. Mais de 15 atletas nascidos no EUA venceram medalhas competindo por outros países neste Games.
Gu conquistou ouro no halfpipe em Pequim 2022 e é favorita para novas medalhas. Ela já afirmou que busca inspirar a próxima geração e que o país de representação não determina seu valor esportivo.
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