Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ambidestros ganham espaço entre jovens, tendência ou exceção?

Ambidextros ganham espaço no juvenil, mas treinadores divergem sobre viabilidade no alto rendimento diante da velocidade do jogo

Teodor Davidov (Foto: Reprodução/Instagram)
0:00
Carregando...
0:00
  • Na última semana, Teodor Davidov, 15 anos, avançou do quali até as quartas de final do ITF M15 de Naples, nos Estados Unidos, marcando seus primeiros pontos na ATP.
  • O jovem americano é ambidestro e usa dois forehands, característica que tem chamado a atenção de técnicos e treinadores.
  • Para o Head Coach da Rede Tênis, Léo Azevedo, a viabilidade desse estilo no alto rendimento ainda é incerta; Santos Dumont, treinador de Guto Miguel, também adota postura cautelosa, destacando que pode exigir adaptação conforme o nível.
  • Patrick Mouratoglou, técnico francês, afirmou que não há razão para descartá-lo no profissional e que golpes pouco comuns podem se tornar vantagem, desde que o jogador tenha consistência.
  • No Brasil, Davi Raposo, oito anos, disputa torneios infantis com o mesmo estilo e já venceu o Banana Bowl em simples e duplas, mostrando que o caminho pode abrir espaço em diferentes gerações.

Na ITF M15 de Naples, nos EUA, o americano Teodor Davidov, 15 anos, avançou do quali até as quartas de final, marcando seus primeiros pontos no ranking da ATP. O feito chega em quadras de saibro e chama a atenção pelo uso de ambidestria com dois forehands.

A atuação do jovem reforça o debate sobre a viabilidade de esse estilo no alto rendimento. Treinadores ouvidos indicam que, com o tempo, manter a troca constante de mãos pode se tornar inviável no ritmo da disputa profissional.

Para Léo Azevedo, Head Coach da Rede Tênis, o modelo é promissor, mas incerto no nível mais alto. A velocidade do jogo dificulta manter dois forehands de forma sustentável, segundo a avaliação de Azevedo.

Santos Dumont, treinador de Guto Miguel, comenta com cautela. O treinador observa que casos assim ainda são raros e podem exigir adaptação quando o nível de competição aumenta.

Danilo Ferraz, parceiro de Azevedo, aponta que o circuito atual não registra jogadores ambidestros entre os top 100 ou 200. Ele vê a situação como uma curiosidade que pode surgir esporadicamente.

Patrick Mouratoglou, representante da escola de treinamento, afirma que não há impedimento para que um atleta alcance o topo com dois forehands. Ele considera o estilo incomum, mas potencialmente vantajoso.

No histórico profissional, o sul-coreano Cheong-Eui Kim é citado como exemplo de ambidestria no saque e nos golpes. Ele teve 13 títulos ITF e atingiu o 296º lugar no ranking em 2015, consolidando uma referência antiga desse caminho.

Dentro do Brasil, o jovem Davi Raposo, de 8 anos, já atua com dois forehands em torneios infantis. O garoto de Petrópolis tem ganhado destaque em competições como o Banana Bowl e na categoria Tennis Kids.

O pai de Davi explica que o estilo surgiu de forma natural desde a infância, com oscilação inicial entre mãos até a consolidação de ambos os forehands. Ele ressalta que a adaptação ainda depende do ritmo de evolução do garoto.

Ainda que o pai afirme que a tendência pode permanecer apenas como uma exceção, a prática já é discutida entre treinadores do circuito juvenil. A observação é de que o estilo pode exigir habilidades específicas para prosperar no profissional.

O cenário atual destaca que a ambidestria em jovens jogadores é tema em evolução. A partir de casos emergentes, a comunidade técnica debate se a estratégia pode se tornar mais comum no futuro do tênis de alto nível.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais