- A Lei Municipal 13.770 de Londrina proíbe a participação de atleta cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de nascimento em equipes, eventos, competições e atividades ligadas à Prefeitura.
- O texto mistura conceitos de sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual, criando um “limbo” que, na prática, pode impedir a participação de atletas.
- A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) acionou o Supremo Tribunal Federal pedindo liminar, com relatoria da ministra Cármen Lúcia; a decisão ainda não saiu.
- A lei também estabelece condições para obtenção de alvará, bolsas e subvenciones, com possibilidade de suspensão ou revogação de vínculos e sanções administrativas.
- A norma está publicada desde 26 de abril de 2024 e já gerou discussão sobre a aplicação e seus impactos no esporte local.
A Lei Municipal 13.770, de Londrina, propõe proibir a participação de atletas cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de nascimento. A norma gerou controvérsia ao confundir sexo biológico com identidade de gênero e orientação sexual, criando um “limbo” para competições na cidade.
A redação aponta que a proibição atinge atletas classificados como femininos ou masculinos no nascimento, independentemente da identidade de gênero. A Lei menciona diversas categorias e também impede atividades vinculadas à Prefeitura ou a entidades subvencionadas.
Pelo menos dois problemas centrais aparecem: interpretação confusa entre identidade de gênero e orientação sexual e o alcance da norma a entidades privadas que recebam apoio público. Em Londrina, a discussão envolve o esporte de alto rendimento na cidade.
A Copa Brasil de vôlei feminino foi citada no contexto da atuação da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A CBV recorreu ao STF para obter uma liminar sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. O veredito ainda não foi divulgado, e a equipe aguarda a decisão.
Entre os dispositivos da lei, destacam-se dispositivos que proíbem a participação de atletas identificados com gênero diverso do sexo biológico de nascimento. O texto também prevê alvarás de eventos, subvenções e bolsas condicionadas ao cumprimento da regra.
A norma estabelece ainda sanções, como a revogação de alvarás e multas administrativas no valor de até R$ 10 mil, além da cessação de vínculo com a Prefeitura para equipes infratoras. O efeito prático é a suspensão de atividades esportivas na cidade.
A discussão jurídica segue em aberto, com perguntas sobre constitucionalidade e aplicabilidade da lei, especialmente em competições que recebam apoio público. Especialistas apontam que a norma pode gerar insegurança jurídica para atletas e entidades.
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