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Clima ameaça indústria global do esporte avaliada em R$ 11,8 trilhões

Mudanças climáticas ameaçam indústria do esporte global, avaliada em R$ 11,8 trilhões, com perdas de até 18% das receitas até 2050

Prática do futebol em calor extremo pode provocar até desmaios — Foto: Getty Images
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  • Estudo do Fórum Econômico Mundial alerta que mudanças climáticas e eventos extremos ameaçam o crescimento da indústria do esporte, avaliada em 2,3 trilhões de dólares (R$ 11,8 trilhões).
  • Até 2050, o setor pode chegar a 8,8 trilhões de dólares, mas perdas podem chegar a 1,6 trilhão de dólares até a metade do século, cerca de 18% das receitas.
  • Calor extremo, enchentes e poluição interrompem competições, diminuem a experiência do público e afetam cadeias de suprimentos e operações.
  • A economia do esporte depende de um ambiente natural saudável e de redução da própria pegada ambiental do setor.
  • O estudo destaca que o esporte deve colaborar no enfrentamento às mudanças climáticas, com potenciais ganhos indiretos, como menor gasto público com saúde e maior inclusão de gênero.

O estudo do Fórum Econômico Mundial prevê impactos econômicos significativos das mudanças climáticas na indústria do esporte até 2050. Hoje, o setor soma cerca de 2,3 trilhões de dólares (R$ 11,8 trilhões). Eventos climáticos extremos podem frear seu crescimento.

Os pesquisadores destacam que calor extremo, enchentes e poluição interrompem competições, afetam a experiência dos fãs e prejudicam cadeias de suprimentos. A deterioração ambiental é apontada como a maior ameaça da próxima década ao esporte.

Projeções indicam que, se o cenário não mudar, o esporte pode crescer para até 8,8 trilhões de dólares até 2050 (R$ 45,9 trilhões). No entanto, perdas de até 1,6 trilhão de dólares até metade do século são possíveis, equivalentes a 18% do total.

Impactos nas Olimpíadas de Inverno: o relatório aponta que mudanças climáticas elevam custos e podem reduzir a viabilidade de esportes de inverno. A indústria depende de neve estável e temperaturas adequadas para funcionamento mínimo.

A análise aponta ainda que o setor pode contribuir para reduzir gastos públicos com saúde e promover igualdade de gênero, desde que coopere ativamente no enfrentamento às mudanças climáticas.

Estratégias: o estudo recomenda salvaguardar ecossistemas que sustentam atividades esportivas e, ao mesmo tempo, reduzir a pegada ambiental do próprio setor para manter o crescimento sustentável.

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