- Surfista brasileira Michelle des Bouillons surfou uma onda gigante em Nazaré, Portugal, no dia 13 de dezembro, durante o WSL Nazaré Big Wave Challenge.
- A onda foi medida em 24,99 metros pelo especialista Paulo Vinicius Lopes, podendo superar o recorde mundial feminino de Maya Gabeira (22,4 metros, 2020).
- A confirmação depende de avaliação técnica e homologação do Guinness World Records, em conjunto com Bill Sharp; anúncio previsto até setembro.
- Se confirmado, o Brasil ampliará sua marca no surfe de ondas gigantes, que já inclui Rodrigo Koxa (24,38 metros, 2017) e Maya Gabeira (20,72 metros, 2018; 22,40 metros, 2020).
- Michelle afirmou que “recordes são feitos para serem quebrados” e que pretende incentivar a participação de mais mulheres no esporte.
Michelle des Bouillons, surfista brasileira, enfrentou uma onda gigante em Nazaré, Portugal, no dia 13 de dezembro, durante o WSL Nazaré Big Wave Challenge. A onda pode entrar para o registro como a maior já surfada por uma mulher, disputando com marcas femininas já consolidadas. A medição preliminar indicou 24,99 metros, ainda sujeita a validação oficial.
A avaliação técnica fica a cargo de especialistas, com a supervisão do Guinness World Records e de Bill Sharp, criador do Big Wave Challenge Award. O anúncio oficial está previsto para ocorrer até setembro deste ano, após análises e conferência de dados.
A marca já insinuada amplia o histórico brasileiro no surfe de ondas gigantes, que hoje soma três recordes mundiais. Rodrigo Koxa detém o recorde com 24,38 metros (2017), enquanto Maya Gabeira tem dois recordes femininos: 20,72 metros (2018) e 22,40 metros (2020).
Michelle descreve a experiência como um marco pessoal, destacando a ausência de medo durante a descida mais desafiadora de sua carreira. A preparação envolveu uso de jet ski para sustentar a posição e a execução da manobra completa da onda, essencial para a validação de qualquer recorde.
A trajetória da carioca no big wave surfing ganhou impulso ao longo de anos, com atuação destacada em Nazaré, considerada a capital das ondas gigantes. Entre conquistas, figura o título do campeonato brasileiro de ondas grandes e a marca de maior onda surfada pela atleta em 2024.
Filha de surfistas, Michelle cresceu no Rio de Janeiro e começou a competir ainda adolescente. Ao longo da década, migrou para a França para ampliar oportunidades no esporte, consolidando-se entre as referências do circuito mundial de ondas gigantes e abrindo espaço para outras mulheres na modalidade.
Na entrevista, a surfista enfatizou que a pressão é grande, mas que a experiência e a confiança de equipe ajudam a manter o foco na água. Ela indicou também que a presença feminina na prática de ondas grandes traz equilíbrio ao cenário, beneficiando o esporte como um todo.
Entre os aspectos da rotina, Michelle detalha a preparação física durante o ano e a logística de Nazaré, com várias pranchas a caminho do pico, além de uma parceria próxima com Ian Cosenza na pilotagem do jet-ski. O preparo mental é apontado como parte crucial para a segurança e desempenho.
Quando não está em competição, a atleta divide o tempo entre oRio de Janeiro e Saquarema, mantendo treinamentos e atividades ligadas ao surfe, gestão de marca própria e participação em ações de divulgação e liderança feminina no esporte.
No horizonte, Michelle revela planos de ampliar a presença feminina no surfe de ondas gigantes, incluindo projetos para formar novas gerações de meninas, com o objetivo de manter o esporte acessível e competitivo. A prioridade é manter a participação em alto nível, mesmo após a maternidade.
Entre na conversa da comunidade