- Jojó de Olivença foi o primeiro homem negro a vencer o Campeonato Brasileiro de Surfe, em 1988, e conquistou o bicampeonato quatro anos depois, antes de se dedicar a ações sociais no Guarujá.
- Em 2007, ele criou o Projeto Ondas, que usa o surfe para educação e cidadania de jovens em situação de vulnerabilidade na região.
- A partir de 2018, o projeto passou a contar com parceria do Instituto Antonio Carlos Pipponzi, incluindo plano político-pedagógico e currículo de desenvolvimento integral.
- Já passaram pelo projeto mais de 1.500 crianças e adolescentes; em 2026 ocorre a quarta edição do Surfando Valores, com foco em esporte, educação e assistência social.
- Desafios atuais envolvem manter financiamento e parcerias; há planos de expansão para a Bahia, em Olivença, para levar a metodologia a mais comunidades costeiras.
Nos últimos anos, Jojó de Olivença emergiu como referência de transformação social no litoral de São Paulo. Bicampeão brasileiro de surfe, ele também é o primeiro negro a conquistar o título nacional na modalidade, em 1988, e hoje lidera o Projeto Ondas, que atua no Guarujá para educar jovens em vulnerabilidade.
Ao deixar a competição no final dos anos 1990, o ex-surfista mudou-se para o Guarujá e abriu uma escola de surfe na Praia da Enseada. Observando a realidade local, passou a oferecer aulas gratuitas a crianças que passavam o dia na praia sem atividades estruturadas.
História e propósito do Projeto Ondas
Em 2007, Jojó formalizou o Projeto Ondas, que evoluiu de ações voluntárias para uma organização estruturada. A metodologia própria já ajudou mais de 1.500 jovens, com relatos de inclusão escolar e acesso à universidade.
Em 2018, o projeto passou a atuar com o Instituto Antonio Carlos Pipponzi, adotando um plano político-pedagógico voltado ao desenvolvimento integral dos atendidos. Hoje, a atuação é referência no Guarujá e inspira iniciativas no Brasil.
Surfando Valores 2026
Em 2026, o Ondas retomou as atividades com a quarta edição do programa Surfando Valores, que combina esporte, educação e assistência social. As ações ocorrem no contraturno escolar, com prática de surfe, apoio em Português e Matemática, inclusão digital e educação ambiental.
Segundo Jojó, a equipe trabalha para transformar vidas de forma integrada, mantendo o foco no desenvolvimento de habilidades socioemocionais e vínculos familiares.
Desafios e avanços
A continuidade do projeto depende de parcerias com empresas, voluntários e poder público. A demanda por atendimento em vulnerabilidade social cresce, e os recursos disponíveis ainda são insuficientes para ampliar o alcance.
Entre os próximos passos, está a expansão da iniciativa para a Bahia, região de Olivença, onde tudo começou para ele. O objetivo é levar a metodologia a mais comunidades litorâneas do país.
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