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Sucesso precoce eleva expectativas e aumenta pressão, diz Bouchard

Bouchard afirma que sucesso precoce eleva expectativas e gera pressão mental, levando-a a encerrar a carreira e migrar para o pickleball

Foto: Jimmie48/WTA
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  • A canadense Eugenie Bouchard, recém-aposentada, diz que lidar com expectativas após o sucesso precoce é difícil e gera pressão constante.
  • Ela compara a situação à de Emma Raducanu, que venceu o US Open aos 18 anos e, desde então, teve campanhas irregulares e doença que a levou a desistir de Miami.
  • Bouchard enfatiza a alta dificuldade de chegar longe em Grand Slams e que manter resultados relevantes não é automático.
  • Em 2015, sofreu concussão após queda no vestiário durante o US Open, o que impactou seu retorno e exigiu fisioterapia e treino visual.
  • Em julho de 2025, após perder na segunda rodada do WTA 1000 de Montreal, a atleta priorizou a saúde mental e hoje joga pickleball, atividade considerada menos extenuante.

Eugenie Bouchard, ex-top 5 do tênis canadense, falou sobre a pressão de ter sido destaque ainda jovem, após anunciar a aposentadoria recente do circuito profissional. Em Londres, onde concedeu entrevista, a atleta reconheceu a dificuldade de lidar com expectativas altas desde cedo.

A ex-tenista comparou a situação à de Emma Raducanu, que venceu o US Open aos 18 anos, em 2021, e depois enfrentou queda de rendimento. Raducanu tem passado por má fase e desistiu do WTA 1000 de Miami por motivos de saúde, impactando seu ranking.

Bouchard afirmou entender o que Raducanu enfrenta, destacando que o título inicial leva a cobranças de repetição constante. O relato foi feito ao The Telegraph, enfatizando que chegar longe em Grand Slams é desafiador e que poucos repetem esse feito ao longo da carreira.

As adversidades da carreira

A canadense, vista como promessa do país, comentou as pausas necessárias antes da aposentadoria, em julho de 2025, durante a segunda rodada do WTA 1000 de Montreal. O peso das conquistas precoces foi citado como causa de pressões contínuas.

Ela relembrou o período mais difícil, incluindo a lesão causada por uma concussão no US Open de 2015. A recuperação envolveu fisioterapia e treinamento visual, com impactos prolongados na confiança para manter o nível de performance.

A transição e o foco atual

Hoje, aos 32 anos, Bouchard mantém vínculo com a atividade física, mas optou pela transição para o pickleball, esporte menos exigente fisicamente. A atleta descreveu a mudança como revigorante, divertida e menos pressionada mentalmente, marcando o novo rumo após a carreira no tênis.

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