- Após 22 anos sem etapa no Brasil, o MotoGP retornou a Goiânia, impulsionando turismo, hotelaria e serviços na cidade.
- Estudo do Instituto Mauro Borges indica impacto superior a R$ 800 milhões na economia goiana e cerca de quatro mil empregos gerados.
- O evento atraiu mais de 150 mil pessoas, com gasto médio de R$ 3.180 por pessoa; aproximadamente 67 mil buscaram hospedagem na região.
- A parceria para sediar a prova vai de 2026 a 2030, com o Autódromo Internacional Ayrton Senna passando por reformas estimadas em R$ 50 milhões.
- Na corrida, Marco Bezzecchi venceu pela quarta vez consecutiva, seguido por Jorge Martín e Fabio Di Giannantonio; Diogo Moreira, único piloto brasileiro, terminou em 13º.
O MotoGP voltou ao Brasil após 22 anos sem calendário oficial. A etapa foi realizada em Goiânia no último domingo, com a capital goiana recebendo a prova que movimentou a cidade e gerou impacto econômico, turístico e de emprego. Segundo estudo do Instituto Mauro Borges, a corrida movimentou mais de R$ 800 milhões e abriu pelo menos quatro mil vagas.
O levantamento considera preparativos, semana do evento e movimentação de público. Participaram mais de 150 mil pessoas, com 12% vindas do exterior e 32% de outros estados. O gasto médio por pessoa ficou em cerca de R$ 3.180, envolvendo ingresso, hospedagem, alimentação e lazer.
O impacto regional atingiu hospedagem e comércio. Aproximadamente 67 mil pessoas buscaram acomodação em Goiânia e cidades vizinhas como Aparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade e Caldas Novas. Segmentos como transporte, hotelaria, alimentação, publicidade e mídia foram favorecidos.
A preparação para receber o evento envolveu investimento público. O acordo de sede de 2026 a 2030 levou à modernização do Autódromo Internacional Ayrton Senna, com custo estimado em R$ 50 milhões, para atender exigências internacionais e a maior audiência já registrada no complexo.
Corrida e destaques
Marco Bezzecchi venceu a prova pela Aprilia, a quarta vitória consecutiva do piloto e liderança no campeonato. Jorge Martín ficou em segundo, Fabio Di Giannantonio em terceiro, superando Marc Márquez na fase decisiva da prova. Márquez alternou posições com Di Giannantonio antes de perder o posto.
Diogo Moreira, piloto brasileiro da LCR Honda com patrocínio da Red Bull, foi o único brasileiro na disputa. Ele terminou em 13º, repetindo o resultado da abertura da temporada. A participação do jovem de 21 anos ganhou destaque como símbolo do retorno do MotoGP ao país.
O fim de semana revelou os desafios técnicos, com chuva na véspera e reparos no asfalto da reta principal. A organização adiou o início das atividades de sábado e alterou a programação de classificatórias para manter a segurança e o ritmo da prova.
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