- O Comitê Olímpico Internacional reintroduziu testes genéticos para definir elegibilidade em categorias femininas a partir dos Jogos de Los Angeles 2028.
- Apenas mulheres biológicas poderão competir em eventos femininos; a definição será baseada na triagem do gene SRY.
- A coleta pode ocorrer por saliva, swab bucal ou sangue; resultado positivo torna a atleta inelegível permanentemente para a categoria feminina.
- O teste será realizado apenas uma vez na vida, salvo reconsideração em caso de leitura não confiável.
- A medida não tem efeito retroativo; o caso de Caster Semenya é citado para ilustrar limitações da política.
- A decisão do COI é apresentada como alinhada a uma ordem executiva de Donald Trump de fevereiro de 2025 que restringe a participação de atletas trans em esportes femininos.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) reintroduziu testes genéticos para definir a elegibilidade de atletas nas categorias femininas. A partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, apenas mulheres biológicas poderão competir em eventos femininos, conforme anúncio feito nesta quinta-feira.
A definição de elegibilidade passa pela triagem do gene SRY, ligado ao cromossomo Y. O material para análise pode ser coletado por saliva, swab bucal ou sangue. Resultado positivo impede a participação permanente na categoria feminina, com exceção de casos em que haja leitura negativa contestável.
O COI afirma que o teste será realizado uma única vez na vida, salvo necessidade de reavaliação. A regra não possui efeito retroativo, mantendo medalhas de atletas como Caster Semenya em disputas anteriores.
Contexto e impactos
A nova política é apresentada como forma de manter a competitividade das categorias femininas com base biológica. A decisão acompanha o objetivo de alinhar regras com padrões anunciados no âmbito de políticas esportivas.
A medida ocorre em meio a controvérsias sobre inclusão de atletas transgênero e de pessoas com DDS. O COI detalha que a definição de elegibilidade se aplica a todas as modalidades esportivas sob sua jurisdição, incluindo esportes coletivos.
Observação internacional
A decisão do COI é citada como alinhamento com uma ordem executiva assinada pelo então presidente dos EUA, em fevereiro de 2025, que restringe a participação de atletas trans em competições femininas e condiciona investimentos a instituições que se opuserem à determinação.
Entre na conversa da comunidade