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F1 intervém no uso de energia e altera classificação no GP do Japão

FIA reduz limite de recuperação de energia de nove para oito MJ em Suzuka, visando frear o superclipping e manter a pilotagem como desafio

GP do Japão terá alteração na forma de classificação
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  • A FIA reduziu o teto de recuperação de energia na classificação de Suzuka de 9 MJ para 8 MJ, aprovado por unanimidade.
  • A medida visa conter o superclipping, que corta abruptamente a potência mesmo com o acelerador pressionado.
  • O ajuste é resposta aos episódios em Melbourne e Xangai, onde a gestão de energia passou a overpor a pilotagem.
  • A decisão ocorreu sem o aviso prévio de quatro semanas, sendo tratada como adaptação pontual às regras de 2026.
  • Novas reuniões devem ocorrer nas próximas semanas para acompanhar o tema durante a temporada.

A FIA anunciou uma mudança técnica relevante para a classificação do GP do Japão, em Suzuka. O teto de recuperação de energia permitido durante a sessão caiu de 9 MJ para 8 MJ. A medida recebeu aprovação unânime de equipes e fabricantes.

A mudança tem o objetivo de conter o fenômeno conhecido como superclipping, que reduz a resposta da potência durante acelerações máximas. Em provas anteriores, o problema já havia sido observado em Melbourne e Xangai, prejudicando a pilotagem em favor da eficiência energética.

O ajuste ocorreu sem aviso prévio de quatro semanas, previsto em regra geral. A FIA descreve a decisão como uma adaptação pontual visando manter o equilíbrio entre gestão de energia e o desafio de pilotagem.

Contexto técnico

O superclipping acontece quando o sistema híbrido corta drasticamente a entrega de potência, ainda com o acelerador acurado. O efeito é uma recuperação de energia em meio à aceleração, gerando sensação de velocidade artificial e prejudicando a condução em curvas de alta performance.

Pilotos como Charles Leclerc e Oscar Piastri já haviam relatado as punições do sistema quando buscavam arriscar mais durante as voltas de prova. Ainda, a pole de George Russell em Melbourne foi citada como exemplo de oscilações de potência nas curvas 9 e 10.

Perspectivas para a temporada

A FIA vê o ajuste como resposta direta a simulações técnicas que indicaram Suzuka demandar ainda mais energia, mantendo o foco em um regulamento estável para 2026. Reuniões adicionais devem ocorrer nas próximas semanas para acompanhar a evolução da implementação.

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