- O COI apresentou uma política de elegibilidade que exclui mulheres transgênero das competições femininas, via teste genético do gene SRY para identificar cromossomo Y.
- A nova regra limita a participação feminina às “fêmeas biológicas” e alinha o esporte olímpico a esse critério.
- A política estabelece uma norma uniforme adotada pelo COI e por federações internacionais, aplicável a grandes eventos em dezenas de esportes.
- Até Paris 2024 não houve participação de mulheres trans nas Olimpíadas, e a mudança representa mais efeito normativo do que impacto imediato.
- A medida simboliza a consolidação de uma tendência já adotada por federações como atletismo e natação antes dos Jogos de Paris.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma nova política de elegibilidade que exclui mulheres transgênero de todas as competições olímpicas femininas. A regra define participação feminina apenas para fêmeas biológicas, com elegibilidade determinada por um teste genético específico do gene SRY, que identifica a presença do cromossomo Y.
A mudança faz referência a um decreto executivo assinado pelo presidente Donald Trump sobre esportes femininos e antecede os Jogos de Los Angeles 2028. O COI afirma que a nova regra será adotada de forma uniforme por federations internacionais em vários esportes.
A decisão marca uma virada histórica para o COI, que antes de 2021 deixava às federações nacionais a definição de regras de elegibilidade, muitas vezes com critérios díspares entre modalidades. A norma uniformiza critérios para grandes eventos em dezenas de esportes.
Contexto e impacto
Nenhuma atleta trans já competiu nos Jogos de Paris 2024 sob essa perspectiva. Assim, o efeito imediato é limitado, mas o COI aponta o aspecto normativo como fator central. Federação de atletismo e de natação já adotaram estratégias semelhantes antes dos Jogos recentes.
Especialistas afirmam que a política altera o cenário competitivo ao exigir critérios objetivos de elegibilidade. Organizações internacionais ressaltam que a padronização facilita a aplicação transversal aos eventos olímpicos. A implementação dependerá da aceitação pelas federações integrantes do movimento.
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