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Milhares de pipas que enfeitavam as cidades indianas hoje estão desaparecendo

Patangbaazi na Índia enfrenta declínio com calor extremo, mortes por cordas afiadas e surgimento de distrações digitais que ameaçam a tradição

Vijay Pandey A man in a red vest and a colourful wrap around his waist standing on a roof top flying a red kite with the tower and dome of the Jama Masjid Mosque in Old Delhi in the background (Credit: Vijay Pandey)
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  • A tradição de voar pipas na Índia está perdendo fôlego, especialmente em Delhi, por causa de ondas de calor e de mortes provocadas por cordas afiadas usadas em lutas de pipas (manjha).
  • Destaca-se a história de Bhai Mian, famoso por ter empinado 1.187 pipas numa única linha há cerca de trinta anos, símbolo do auge da prática.
  • Em Lal Kuan, Old Delhi, o comércio de pipas encolheu de mais de vinte lojas para apenas cinco, com vendas concentradas apenas em festas.
  • O uso de cordas afiadas já levou a várias mortes e lesões; governos estaduais chegaram a proibir a fabricação, venda e uso do manjha, mas o contrabando persiste.
  • Ainda assim, defensores afirmam que a prática é parte do patrimônio cultural e pode manter jovens longe de telas, reunindo comunidades durante festividades.

O mergulho na tradição do lançamento de pipas mostra sinais de enfraquecimento na Índia. Decanos de festivais repetidamente já lotaram telhados, mas ondas de calor extremas, além de incidentes com cordas cortantes, fizeram o hábito perder força.

O que aconteceu envolve queda nas feiras de pipas, redução de lojas no Lal Kuan, Old Delhi, e menos pessoas participando de competições de luta de pipas. Governos estaduais implementaram vetos a cordas cortantes, mas o comércio clandestino persiste.

Otimismo de antigos adeptos contrasta com o esmorecimento observável. Hélice de mudanças tecnológicas e o uso intensivo de telas afastaram jovens das atividades ao ar livre, enquanto as altas temperaturas dificultam a prática.

Mudanças de tema: quem está envolvido e como o risco se tornou assunto público

Muitas famílias que viviam da venda de pipas veem o negócio minguar, com apenas uma fração das lojas ainda aberta. Kite sellers em Delhi relatam quedas de demanda, especialmente fora de períodos festivos, como oIndependence Day.

Pessoas ligadas à história da prática destacam o papel cultural da atividade. Em Delhi, a tradição permanece associada a celebrações nacionais e a lembranças históricas de resistência. Ainda há quem defenda a continuidade da prática como parte da herança do país.

Riscos e respostas locais

Casos de lesões graves e mortes associadas a cordas com cerâmica ou vidro levaram a debates sobre regulamentação e proteção de pedestres. Há propostas de proteção para motociclistas e pedestres, como um anel metálico na frente de veículos para evitar emaranhamentos.

Especialistas de saúde apontam a severidade de ferimentos causados por cordas afiadas e sugerem medidas preventivas, além de avaliar políticas públicas para reduzir riscos. O debate envolve autoridades, médicos e comunidades locais.

Perspectivas futuras e lidar com a mudança

Defensores da prática argumentam que a pipas simbolizam identidade cultural, união de comunidades e educação física. Ainda que a demanda tenha diminuído, há quem mantenha o legado vivo por meio de clubes e competições locais.

Entre quem continua, a motivação é preservar lembranças, incentivar crianças a interagir com atividades manuais e manter viva uma parte da história de mobilização social, associada a momentos históricos do país.

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