- Charles Leclerc ficou em quarto no grid do GP do Japão e criticou o novo formato de classificação da Fórmula 1, citando problemas com o sistema de energia.
- A pole position ficou com Kimi Antonelli, da Mercedes, com Leclerc a 0,627 segundos do tempo mais rápido.
- O debate envolve os carros de 2026, com cerca de 500 cavalos de energia elétrica, o que torna a gestão de bateria crucial nas retas ao tentar atacar as curvas.
- Leclerc disse, em entrevista à Canal+, que arriscar nas curvas provoca perda de energia nas retas, tornando a condução mais frustrante para o piloto.
- A FIA reduziu os limites de recarga para o GP do Japão; Leclerc aparece em terceira posição no campeonato e aposta em uma largada pesada para impedir que os líderes escapem.
O novo regulamento da F1 segue gerando polêmica. Charles Leclerc, da Ferrari, mostrou descontentamento com o sistema de distribuição de energia após terminar em quarto no grid de Suzuka, no sábado. A pole ficou com Kimi Antonelli, da Mercedes, e a diferença foi de apenas 0s627.
Durante o Q3, Leclerc manifestou insatisfação com a configuração atual. O monegasco afirmou que a tecnologia está limitando o instinto da condução, dificultando ações agressivas nas curvas.
A discussão envolve a potência elétrica dos carros de 2026, que chegou a cerca de 500 cavalos, metade do total do veículo. Quando o piloto ataca as curvas com agressividade, o gerenciamento de energia pode drenar a bateria ainda na metade da sessão, prejudicando as retas.
Veteranos como Max Verstappen e Fernando Alonso também têm criticado a dependência da bateria neste campeonato. A FIA reduziu os limites de recarga para o GP do Japão, tentando amenizar o problema, mas sem solução definitiva.
Com a terceira posição no campeonato, Leclerc encara a Mercedes, que tem Antonelli e Russell com ritmo de prova mais estável. O piloto acredita que a largada será crucial para impedir que os líderes se afastem em pista, frente a uma vantagem tecnológica cada vez mais relevante.
A temporada segue com o fator X da eficiência de energia definindo as estratégias. Suzuka deve revelar quem controla melhor a gestão de energia em cada trecho da corrida.
GP do Japão: horário e onde assistir
Domingo, 29 de março. Corrida às 2h (horário de Brasília), com transmissão pela TV Globo e serviços de streaming. A cobertura também ocorre pelo Globoplay e pela plataforma de streaming da F1. A edição em Suzuka promete combinar braço de lata e engenharia na busca por desempenho.
O Lance! continuará acompanhando os desdobramentos, com análises sobre o impacto das regras e as performances de Leclerc, Antonelli e os demais pilotos durante o GP do Japão.
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