- O acidente de Oliver Bearman no GP do Japão ocorreu na 22ª volta, após ele tentar evitar Franco Colapinto que reduziu bruscamente a velocidade; Bearman saiu da pista, atingiu placas e a barreira, com dores na perna direita.
- Telemetria mostrou quase 100 km/h antes do choque, com Bearman tendo entrado na curva 13 a cerca de 262 km/h e saindo a 174 km/h.
- Pilotos, entre eles Max Verstappen e Carlos Sainz, criticam as quedas rápidas de velocidade provocadas pelo sistema de recuperação de energia e alertam para o risco de acidentes graves.
- Sainz afirmou que o problema não é apenas na classificação e cobrou mudanças urgentes da FIA, sinalizando esperança em propostas para melhorias na corrida, especialmente para Miami.
- A FIA informou que discutirá ajustes no regulamento nas próximas semanas, mas ainda sem confirmação de mudanças.
O acidente envolvendo Oliver Bearman no GP do Japão de Fórmula 1, disputado neste domingo (29), reacendeu a discussão sobre o novo regulamento técnico. Pilotos contestam as quedas bruscas de velocidade provocadas pelo sistema de recuperação de energia e cobram mudanças urgentes da FIA.
Max Verstappen, Carlos Sainz, Franco Colapinto, Lando Norris e Bearman criticaram os riscos gerados pela desaceleração repentina durante as recargas de energia. Sainz, que comanda a Associação de Pilotos, ressaltou que o problema também acontece nas corridas, não apenas na classificação.
Bearman disputava a 18ª posição na 22ª volta quando tentou evitar Colapinto, que reduziu bruscamente a frente. A telemetria mostra velocidade próxima de 100 km/h antes do contato; Bearman saiu pela lateral, passou pela grama e acertou a barreira macia, com auxílio dos fiscais.
O piloto da Haas sofreu contusão na perna direita, após uma desaceleração de 50G no impacto. Bearman foi levado ao centro médico do circuito de Suzuka, passou por exames e recebeu alta. Ele afirmou que o episódio mostra a necessidade de ajustes com mais preparo para as mudanças.
Verstappen já havia apontado problemas semelhantes nas últimas semanas, destacando o risco de “super clipping” — perda repentina de potência sob aceleração — quando o sistema recarrega as baterias. A diferença de velocidade entre carros pode levar a acidentes graves, segundo o piloto da Red Bull.
A desaceleração rápida ocorreu durante a recarga de energia, com o motor elétrico mais potente. Os competidores precisam equilibrar recuperação de energia com desempenho, o que pode reduzir temporariamente a potência do motor a combustão.
Bearman relatou ao ser questionado sobre o tema que as novas regras exigem adaptação, mas observou que houve falha de espaço para manobra. O piloto ressaltou que já havia alertado em reuniões anteriores sobre o risco de acidentes com a implementação das mudanças.
Colapinto comentou que as diferenças de ritmo entre carros podem causar situações perigosas, especialmente em trechos com curvas. O piloto da McLaren reconheceu a necessidade de tornar o funcionamento do conjunto menos discrepante entre unidades de potência.
A FIA informou que pretende discutir ajustes no regulamento após o GP da China. Em resposta ao acidente japonês, a entidade confirmou reuniões nas próximas semanas, sem confirmar mudanças imediatas. A prioridade é assegurar maior segurança nas corridas.
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