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Bancos ampliam presença no esporte, de ciclismo ao tênis, mirando renda alta

Bancos expandem patrocínios esportivos para alcançar clientes de alta renda, conectando marcas a atletas e eventos e a um estilo de vida saudável

A XP patrocinou o Rio Open pela primeira vez. Na edição deste ano, João Fonseca, apoiado pela marca, ganhou título duplas ao lado de Marcelo Melo (Foto: Divulgação)
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  • Bancos brasileiros como XP, BTG Pactual, Itaú e Nubank ampliam patrocínios esportivos para se conectar com clientes de alta renda que praticam atividades físicas.
  • A estratégia envolve patrocínios de atletas e eventos (tênis, ciclismo, corrida, NFL, Fórmula 1) além de ações de ativação para gerar relacionamento mais profundo com o público.
  • Exemplo recente: XP apoia o tenista João Fonseca no Rio Open e desenvolve ativações como o “Desafio Forehand” para engajar fãs; BTG Pactual investe em ciclismo e patrocina a Ciclovia do Rio Pinheiros e provas no Brasil.
  • Pesquisas da XP indicam forte conexão dos clientes com esportes: cerca de 84% dos clientes assistem a algum esporte e 78% praticam.
  • Nubank expandiu presença internacional com naming rights do estádio de Inter de Miami e já patrocina equipes na Fórmula 1, sinalizando atuação global no segmento.

O setor financeiro ampliou o patrocínio esportivo para atingir clientes de alta renda. XP, BTG Pactual, Itaú e Nubank aceleraram investimentos em atletas e eventos, buscando conexão com prática de atividades físicas e estilo de vida saudável. A movimentação se dá em meio a uma inflação de interesse por esportes no Brasil.

O movimento acompanha mudanças de hábitos que elevam a prática esportiva. No Brasil, corrida reúne mais de 15 milhões de participantes, segundo estudo da Box 1824. Além disso, o Perfil do Atleta Brasileiro aponta crescimento de cadastros na Ticket Sports entre 2024 e 2025.

Entre as evidências desse desdobramento está o caso do Rio Open, onde o jovem tenista João Fonseca venceu em parceria com Marcelo Melo. A XP viu a oportunidade de associar sua marca a esse tipo de evento, iniciando ações ligadas a tênis e o ecossistema esportivo.

As novas plataformas

Na XP, Guilherme Benchimol impulsiona patrocínios desde a fase inicial com João Fonseca, iniciada após um jogo em Wimbledon. Pesquisas internas mostraram alta adesão de clientes a esportes: 84% assistem e 78% praticam, fortalecendo a relação entre finanças e prática física.

Nos últimos cinco anos, a XP diversificou patrocínios para além de eventos tradicionais, incluindo Olimpíadas, Fórmula 1 e, hoje, tênis, NFL Brasil, NBA House e corrida de rua. A estratégia prioriza ações profundas, com ativações itinerantes.

Lisandro Lopez, CMO da XP, explica que a ideia é impactar grandes massas por meio de ações em shoppings e redes sociais, não apenas no local do evento. O Rio Open foi marco, com o Desafio Forehand envolvendo o público.

A BTG Pactual intensificou a aposta no ciclismo nos últimos dois anos, identificando demanda entre clientes e profissionais. O banco patrocina a Ciclovia do Rio Pinheiros, a prova Giro d’Italia Ride Like a Pro Brasil e a BTG Pactual Bike Series.

Além disso, o BTG mantém o La Vuelta Desafío Brasil by BTG Pactual e equipes como Larguen RaceFit e Lulu Ciclismo, com ações em São Paulo e circuitos nacionais. A expansão busca atender público urbano e esportista amador.

O banco também sinaliza intenção de internacionalizar a presença, conectando mercados como EUA, Uruguai e Chile, para criar agregação entre territórios. A proposta é manter proximidade local com visão global.

Outra entry na arena é o Nubank, que anunciou naming rights do estádio da Inter de Miami e já patrocínios à Mercedes na F1 e ao IronMan no Brasil, ampliando a presença internacional do grupo.

Medição de resultados

Os patrocínios respondem a perguntas sobre retorno, com foco em percepção de marca. No BTG, pesquisas de marcas acompanham a evolução de valores como inovação e proximidade com o estilo de vida dos clientes, apontando ganhos ao longo de ciclos.

Para a XP, o monitoramento envolve métricas de aquisição de clientes e impacto em cartões emitidos durante vendas de ingressos de projetos como NFL, buscando relação direta entre patrocínio e CAC. A relação entre investimento e resultado é estimada com paciência.

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