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O que a ciência diz sobre testes genéticos para atletas mulheres

COI exige teste genético para detectar o gene SRY, definindo elegibilidade de atletas na categoria feminina a partir dos Jogos de Los Angeles 2028

Tifanny Abreu foi a 1ª atleta trans do país a atuar na Superliga Feminina de Vôlei Brasileira, com autorização da Federação Internacional de Voleibol
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  • O Comitê Olímpico Internacional anunciA que, a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, a categoria feminina será limitada a atletas do sexo biológico feminino, com base em testes genéticos para detectar o gene SRY.
  • O objetivo é confirmar a ausência do cromossomo Y, ou seja, o cariótipo deve ser 46,XX para que a atleta possa competir na categoria feminina.
  • O teste pode usar sangue, saliva ou cotonete bucal para a coleta de DNA e é feito por meio de PCR.
  • A justificativa, conforme a presidente do COI, é que o cromossomo masculino pode oferecer vantagens em esportes de força, potência e resistência.
  • A questão é complexa e envolve debates científicos em curso, com possibilidades de mudanças futuras nas categorias esportivas e na forma de competição.

O Comitê Olímpico Internacional anunciou uma mudança para a categoria feminina a partir dos Jogos de Los Angeles 2028. A medida impõe exames genéticos para confirmar o sexo biológico das atletas, com base na presença do cromossomo Y, para participação em provas femininas. A decisão surge do entendimento de que haveria vantagens associadas ao cromossomo masculino em modalidades de força, potência e resistência.

A regra terá como foco a detecção do gene SRY, localizado no cromossomo Y, por meio de um exame simples de DNA. Apenas atletas com resultado negativo para o SRY estariam aptas a competir na categoria feminina. A abordagem é apresentada como forma de assegurar igualdade de condições entre as competidoras, alicerçada em critérios biológicos.

O COI também destaca a importância de evidências científicas no tema, embora reconheça que o debate envolve questões complexas de genética, educação esportiva e saúde. O anúncio cita a necessidade de critérios objetivos para distinguir categorias, mantendo o foco na integridade das competições.

Contexto e exemplos históricos

Laurel Hubbard, primeira atleta trans a competir nos Jogos Olímpicos, participou na categoria acima de 87 kg de levantamento de peso em Tóquio 2020 (realizados em 2021). Tifanny Abreu, por sua vez, foi a primeira atleta trans do Brasil a atuar na Superliga Feminina de Vôlei, com autorização da Federação Internacional de Voleibol.

A proposta visa impedir a participação de atletas com cromossomo Y em competições femininas a partir de 2028, por meio de um único exame preventivo. O resultado negativo para o gene SRY seria condição para competir na modalidade feminina.

Aspectos técnicos e científicos

O gene SRY atua na determinação do sexo ao influenciar o desenvolvimento embrionário, especialmente no período fetal. A presença do cromossomo Y está associada a características masculinas, mas a determinação completa do sexo envolve uma rede de genes e hormônios.

Os testes genéticos usados na esportiva são discutidos há anos, devido à multifatoriedade do desempenho atlético. Estudos recentes buscam identificar marcadores que expliquem resistência, potência e risco de lesões, ainda sem consenso técnico global.

Implicações para atletas e condições de uso

O exame de DNA pode ser realizado com amostras de sangue, saliva ou cotonete bucal. A prática visa assegurar que apenas atletas com sexo biológico compatível com a categoria participem das provas femininas. A medida é apresentada como parte de um conjunto de políticas voltadas à equidade competitiva.

O debate sobre genética, gênero e esporte continua em aberto, com a necessidade de acompanhar novas evidências científicas e as respostas das organizações esportivas.

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