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Como Oscar Schmidt ganhou o apelido “Mão Santa” criado por narrador

Apelido 'Mão Santa' nasceu de brincadeira de narrador em Pré-Olímpico; Schmidt, maior cestinha da história, morre aos 68 em Santana de Parnaíba

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  • Oscar Schmidt morreu na manhã de hoje aos 68 anos, após passar mal e ser levado a um hospital em Santana de Parnaíba, São Paulo.
  • O apelido “Mão Santa” foi criado pelo narrador Álvaro José durante um Pré-Olímpico, após a vitória do Brasil sobre o México; ao comparar com o mexicano Mano Santa, o locutor brincou que o Brasil tinha o Mão Santa.
  • Ele é o maior cestinha da história do basquete mundial, com 49.737 pontos em 1.615 jogos, média de 30,7 por partida.
  • Detém o recorde de mais pontos em Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos em cinco edições (1980 a 1996), incluindo média de 42,3 por jogo em Seul 1988.
  • É o maior pontuador da seleção brasileira, com 7.693 pontos; destacou-se com 46 pontos contra os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987.

Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, morreu nesta terça-feira (17) aos 68 anos. Ele passou mal e foi levado a um hospital em Santana de Parnaíba, SP; o motivo da morte não foi divulgado pela família. O ex-jogador deixa a mulher Maria Cristina e dois filhos, Filipe e Stephanie.

Origem do apelido

O apelido Mão Santa ganhou origem em um torneio Pré-Olímpico. Em uma vitória do Brasil sobre o México, o narrador Álvaro José comparou o brasileiro ao Mano Santa mexicano. Schmidt mostrou grande produção ofensiva na partida, marcando mais de 40 pontos.

A história ganhou força após o envolvimento do locutor, que confessou ter brincado com a ideia de uma mão divina para justificar a eficiência do atleta. A frase ajudou a consolidar o apelido entre torcedores, apesar de Schmidt rejeitar qualquer explicação mística para seu desempenho.

Principais marcas

Schmidt é reconhecido como o maior cestinha da história do basquete, segundo a Confederação Brasileira de Basketball. Foram 49.737 pontos em 1.615 jogos, com média de 30,7 pontos por jogo ao longo da carreira.

Detém o recorde de mais pontos marcados em Jogos Olímpicos, disputando cinco edições entre 1980 e 1996 e registrando 1.093 pontos. Em Seul-1988, a média ficou em 42,3 pontos por jogo.

Entre as marcas pela seleção brasileira, o ala soma 7.693 pontos. Destacam-se ainda 46 pontos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987 contra os Estados Unidos.

Reconhecimento e legado

O desempenho levou Schmidt a integrar importantes Halls of Fame do esporte, como a Federação Internacional de Basquete, o Comitê Olímpico do Brasil e o Naismith Memorial. A carreira é lembrada pela dedicação ao treino e pela disciplina tática.

Filosofia de treino

Schmidt costumava atribuir o sucesso à repetição e ao suor. Em entrevistas, afirmou que o segredo estava no treino intenso, com ênfase na prática contínua. Segundo ele, a precisão nas jogadas vinha do preparo rigoroso, não apenas do talento natural.

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