- Oscar Schmidt morreu aos 68 anos nesta sexta-feira, 17, em Santana de Parnaíba, após uma parada cardiorrespiratória.
- Em entrevista ao Estadão, em 2024, ele destacou concentração, bom humor e emoção como características que o tornaram ídolo do basquete.
- Ele afirmou que essa concentração em comum com Ayrton Senna e Pelé ajudaria a formar uma “santíssima trindade” do esporte nacional.
- O ex-jogador abriu mão da NBA para defender a seleção brasileira, dizendo que para ele a honra de vestir o país era prioridade.
- Schmidt enfrentava câncer no cérebro desde 2011; a morte ocorreu após a parada cardiorrespiratória nesta sexta-feira.
Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, morreu aos 68 anos nesta sexta-feira, 17, em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, após uma parada cardiorrespiratória. A confirmação veio da prefeitura local, em nota divulgada nesta manhã.
A carreira de Schmidt destacou-se pela repetição de treinos e pela disciplina, pilares que ele próprio associava à excelência do esporte nacional. Em entrevista ao Estadão, em 2024, o ex-jogador listou concentração, bom humor e emoção como chaves para seu sucesso e para a referência de outras gerações.
Trajetória e legado
Schmidt recusou convites para a NBA para defender a seleção brasileira, afirmando que o orgulho de vestir a camisa nacional estava acima de qualquer contrato no exterior. Um episódio marcante ocorreu na Olímpíada de 1988, quando erro crucial diante da União Soviética contribuiu para a demissão do treinador Ari Vidal.
O atleta também enfrentou desafios pessoais, incluindo o diagnóstico de câncer cerebral em 2011, tratável com múltiplos procedimentos. A morte ocorreu após atendimento no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, sem que houvesse possibilidade de reversão. A família não comentou sobre planos de cerimônia.
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