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Oscar Schmidt, o Mão Santa, relembra conquistas e recordes da carreira

Oscar Schmidt, o "Mão Santa", morre aos 68 anos em Santana de Parnaíba, deixando o maior cestinha da história do basquete brasileiro.

Oscar Schmidt em partida conta os EUA na final dos Jogos Panamericanos de 1987
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  • Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, na tarde de sexta-feira, 17 de abril, em Santana de Parnaíba, São Paulo, deixando legado no basquete nacional e mundial.
  • Foi o maior cestinha da história do basquete brasileiro, com 49.973 pontos na carreira, e detinha recordes olímpicos e em jogos de verão, além de ter disputado cinco Olimpíadas.
  • Conquistou ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987 (India­nápis), destacando‑se pela atuação e ajudando o Brasil a vencer a final contra os EUA; também foi recordista de pontos em Olimpíadas (1.093) e maior cestinha em jogos olímpicos (55 pontos numa partida).
  • Em clubes, destacou‑se por Palmeiras, Sírio e Flamengo; atuou na Itália pelo Juvecaserta e Pavia, tornando‑se o primeiro jogador a superar dez mil pontos no campeonato italiano (com 13.957 pontos ao todo nas duas equipes).
  • Recusou o draft da NBA em 1984, para manter vínculos com a seleção brasileira e o status de amador, consolidando uma carreira marcada por títulos nacionais e feitos históricos.

Oscar Schmidt, conhecido como o Mão Santa, morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo. O ex-atleta deixa um legado singular no basquete brasileiro e mundial.

O brasileiro era considerado o maior pontuador de toda a história do basquete, com 49.973 pontos. Destacou-se em Olimpíadas, Pan-Americanos e competições nacionais, marcando época pela precisão e consistência.

Ele detinha ainda recordes por participação olímpíca (5) e por dissertações de liderança no ataque, com marcas expressivas tanto em jogos olímpicos quanto em campeonatos mundiais.

O historiador do basquete apontou que o falecimento não apenas encerra uma carreira, mas reforça o impacto de Schmidt na difusão do esporte no Brasil e fora dele.

Primeiros passos no basquete

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal. Incentivado pelo pai militar, inicialmente foi apaixonado pelo futebol.

Ao se mudar para Brasília aos 13 anos, Zezão o incentivou a migrar para o basquete. Laurindo Miura foi o primeiro treinador que o lançou ao esporte.

Em 1974, mudou-se para São Paulo e ingressou no basquete infantojuvenil do Palmeiras, abrindo caminho para a seleção brasileira juvenil.

Início na carreira profissional

Entre 1975 e 1978, pelo Palmeiras, marcou 2033 pontos em 83 jogos. Conquistou o Campeonato Paulista de 1974, a Copa Interamericana e o Brasileiro de 1977.

Pelo Brasil, venceu o Sul-Americano juvenil e, em 1977, o torneio continental com a seleção adulta, além de bronze no Mundial de 1978.

Avanço para o Sírio e o basquete italiano

Em 1978, Oscar foi para o Sírio, onde atuou até 1982 e conquistou vários títulos nacionais e internacionais, incluindo o Mundial de Clubes da FIBA em 1979.

Na Itália, defendeu Juvecaserta (1982-1990), vencendo a Coppa Italia em 1988 e chegando a finais em 1984 e 1989. Ainda disputou a Taça dos Campeões de 1989.

Destaques olímpicos e a recusa ao NBA

Schmidt foi destaque na Olimpíada de Moscou (1980) e liderou o Brasil na campanha que resultou em quinto lugar. Em 1984, 1988 e 1992 manteve o Brasil entre os melhores.

Recebeu o draft da NBA em 1984 pelo New Jersey Nets, mas recusou para preservar a participação na seleção brasileira, mantendo o status de amador até 1989.

Retorno ao Brasil e fim de carreira

Entre 1993 e 1995, atuou pela Espanha no Forum Valladolid, somando 2009 pontos em 71 jogos. Voltou ao Brasil para jogar pelo Corinthians (1995-1997) e, em 1999, passou pelo Bandeirantes e Mackenzie.

No Flamengo (1999-2003), ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar como maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos. Seu recorde perdurou até LeBron James, em 2024.

Últimos anos e legado

O último jogo profissional foi em 14 de maio de 2003, pelo Flamengo, contra o Minas, com 32 pontos. Entre 1998 e 2006 atuou como dirigente e empresário no basquete nacional.

Depois da carreira, Schmidt disputou eleição para o Senado em 1998, ficando em segundo lugar. Enfrentou problemas de saúde, incluindo tumor cerebral em 2011, superado em 2022.

Esporte News Mundo apurou que Schmidt recebeu homenagens no Hall da Fama do Basquetebol (2013) e no Hall da Fama do COB (2024). Ele deixa dois filhos e a esposa; era irmão de Tadeu Schmidt e tio de Bruno Schmidt.

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