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Oscar Schmidt quer ser lembrado pelo treino e sonha com o futebol

Morreu aos 68 anos o ex-jogador Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, lembrado pela ênfase no treino que sustentou recordes e a carreira

Oscar Schmidt
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  • Oscar Schmidt morreu aos 68 anos nesta quarta-feira, 17 de abril de 2026, em Santana de Parnaíba (SP), após parada cardiorrespiratória.
  • Em 2017, ele afirmou que queria ser lembrado como o atleta que mais treinou, ressaltando que o treino é decisivo.
  • Na infância, sonhou em jogar futebol, mas avalia que não seria possível seguir nessa modalidade.
  • O apelido Mão Santa surgiu pela precisão nos arremessos; ele afirmou que não existe mão santa, e sim mão treinada.
  • Entre os recordes, foi maior pontuador olímpico com 1.093 pontos em cinco edições entre 1980 e 1996, é o maior cestinha da seleção com 7.693 pontos e liderou o título do Pan de 1987, com 46 pontos na final contra os EUA.

Oscar Schmidt morreu neste sábado aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, SP, após passar mal no hospital e sofrer parada cardiorrespiratória. O ex-jogador foi levado pela manhã ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, onde não resistiu.

Conhecido por treinar mais que jogar, ele afirmou em 2017 que desejava ser lembrado como o atleta que mais treinou. A vida dele foi marcada pela crença na repetição como caminho para o sucesso.

Na infância, Schmidt sonhou jogar futebol, mas avaliou que não teria futuro na carreira. A lembrança remonta ao impacto da Copa de 1970 na geração dele.

Ele costumava negar o apelido Mão Santa, atribuindo o feito à prática constante, dizendo que não existe mão santa, e sim mão treinada. O rótulo foi cunhado pelo narrador Álvaro José em um torneio pré-Olímpico.

Entre os recordes, Oscar foi o maior pontuador olímpico, disputando cinco edições entre 1980 e 1996, com 1.093 pontos. Também detinha o recorde de pontuação pela seleção brasileira, com 7.693 pontos.

Schmidt foi uma peça-chave do título pan-americano de 1987, vencendo os EUA por 120 a 115 em Indianápolis, com 46 pontos dele na decisão. O feito consolidou seu status de ídolo nacional.

Integra o Hall da Fama do Basquete (Naismith Memorial), além de reconhecimentos da Federação Internacional de Basquete e do Comitê Olímpico do Brasil. Também integrou a lista dos 100 maiores jogadores de todos os tempos.

Foi diagnosticado com câncer no cérebro em 2011 e declarou, em 2022, ter vencido a doença. Deixou a esposa Maria Cristina e dois filhos, Filipe e Stephanie.

A morte de Oscar Schmidt encerra uma carreira marcada por altos e pela ideia de que o treino transforma mais que o talento. Seu legado inclui recordes históricos e inspiração para gerações do esporte brasileiro.

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