- Paulo André Saraiva dos Santos, 25 anos, brasileiro hoje na posição #502 do mundo, marcando seu melhor ranking da carreira e lembrando origem humilde de diarista e pedreiro.
- Passou períodos sem condições de jogar torneios e chegou a perder oportunidades de treino valorizadas, mas teve contato com a academia de Juan Carlos Ferrero e treinou com Carlos Alcaraz no Rio Open, o que impactou sua trajetória.
- Viveu experiências em torneios na África, incluindo Brazzaville, Congo, onde ouviu bombas e viu violência durante a competição; teve boas campanhas em Ruanda, inclusive título de duplas e uma semifinal, antes de evoluir na Espanha.
- Após ficar dois anos sem treinador, passou a dividir a equipe com Luís Britto e, mais recentemente, trabalha com o técnico Dumont Santos e o preparador físico Kike Grangeiro, buscando estrutura completa para evoluir o jogo.
- Na vida pessoal, Saraiva está separado, tem três filhos e recebe apoio de Eduardo Abecia; hoje tem patrocínios da Head, usa cordas Grapplesnake e veste Inni, com objetivos de chegar a grandes torneios como os Grand Slams e alcançar o top cento no ranking.
Paulo Saraiva vive uma trajetória marcada por altos e baixos no tênis brasileiro. Hoje, aos 25 anos, ele figura como o jogador com o melhor ranking de sua carreira, alcançando a posição 502. A história começa em um projeto social, com a diarista e o pedreiro como pais, e se constrói com dedicação e gratidão a quem o ajudou.
Aos 17 anos, Saraiva conquistou seu primeiro ponto na ATP e, desde então, passou por fases difíceis, inclusive períodos sem condições de competir. Em Rio de Janeiro, treinou com Carlos Alcaraz e recebeu um convite para treinar na Espanha, na academia de Juan Carlos Ferrero, que nem sempre foi claro em sua comunicação.
Desafios, apoios e oportunidades
Em Brazzaville, Congo, ele vivenciou uma experiência tensa com bombas durante uma competição, o que ficou registrado como um marco de risco em sua carreira. Voltando a Brasília, contou com apoio de treinadores e patrocinadores que fizeram diferença em momentos de aperto financeiro, especialmente entre 2019 e 2020.
A partir de 2021, Saraiva passou a treinar com a equipe do treinador Nicolas Santos e, mais adiante, encontrou estabilidade com Luís Britto e Dumont Santos Dumont, fortalecendo sua estrutura. Esse suporte incluiu preparação física, nutrição e ajustes na estratégia de jogo, refletindo em resultados recentes.
Conquistas recentes e continuidade
Na temporada passada, o brasileiro chegou a semifinais em São Leopoldo, resultado associado ao trabalho técnico e mental desenvolvido. O grupo de apoio passou a incluir Dumont, Kike Grangeiro e outros profissionais, que ajudam a manter o foco e a consistência em torneios Challengers.
Além do desempenho, Saraiva destacou a importância de patrocínios e de clubes que acolhem e financiam a vida do atleta em diferentes cidades da França, Romênia e África. Em Monastir, Tunísia, e em Monastir, ele encontrou oportunidades importantes para manter a carreira atuante.
O que pretende seguir
O objetivo de Saraiva é manter a evolução no tênis, buscando o topo de ranking, a qualificação para grandes torneios e, quem sabe, a participação em Grand Slams. Ele reconhece que o caminho é longo, com etapas mais tarde que o esperado, e reforça a necessidade de equipes estáveis.
No aspecto pessoal, ele afirma estar separado, mas mantém uma relação sólida com Iara e cuida de três filhos. O apoio financeiro vem de patrocínios com a Head e fornecedores de raquetes, além de parcerias que permitem viagens e participação em circuitos internacionais.
Credenciais e futuro
Saraiva cita nomes que contribuíram para a sua formação, como Marcelo Michelucci, Eduardo Abecia e Fernando Meligeni, que o orientaram a manter o sonho mesmo diante de dificuldades. O atleta enfatiza que a dedicação segue firme para retribuir quem o ajudou ao longo da caminhada.
Entre na conversa da comunidade