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Imprensa europeia homenageia Oscar Schmidt ao fim de uma era

Com morte de Oscar Schmidt, o basquete perde um ícone de carreira longa e maior cestinha olímpico, celebrado na Europa como símbolo de lealdade e talento

(ARQUIVO) Oscar Schmidt entrega a tocha olímpica a torcedores brasileiros durante uma cerimônia nas ruas do Rio de Janeiro, Brasil, em 13 de junho de 2004. O lendário jogador de basquete brasileiro morreu em 17 de abril de 2026, aos 68 anos, conforme anunciado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e sua família.
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  • Oscar Schmidt morreu na sexta-feira, aos 68 anos, após lutar contra um tumor cerebral; a imprensa europeia destacou o fim de uma era do basquete.
  • O ex-jogador disputou cinco edições olímpicas entre 1980 e 1996, é o maior cestinha olímpico da história, com mais de mil pontos marcados.
  • Apesar de ter sido draftado pelo New Jersey Nets em 1984, optou por não jogar na NBA para defender a seleção brasileira; participou do All-Star Game de 2017, entre celebridades.
  • Sua carreira teve destaque na Itália, onde brilhou com Juvecaserta e, em especial, o melhor período internacional, elevando o patamar do basquete europeu; atuou também na Espanha.
  • Ao longo de quase três décadas como profissional, anunciou a aposentadoria em 2003, aos 45 anos, após defender times no Brasil, Itália e Espanha.

Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, faleceu aos 68 anos após lutar contra um tumor cerebral. A morte foi anunciada na sexta-feira pelas famílias e pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB). O velório e detalhes ainda não foram amplamente divulgados.

A imprensa europeia destacou a carreira histórica do jogador. O Le Parisien chamou o falecimento de fim de uma era e descreveu Schmidt como arremessador de precisão rara, com uma trajetória marcada por feitos relevantes e longos anos de atuação.

Le Monde enfatizou que o brasileiro brilhou no Brasil, na Itália e na Espanha, sem nunca ter jogado na NBA, apesar de ter sido drafted pelo New Jersey Nets em 1984. A reportagem ressalta que ele manteve a lealdade à seleção brasileira.

O L’Équipe destacou Schmidt como maior cestinha olímpico, com 1.093 pontos em 38 jogos, e recordista de pontos em Copas do Mundo, com 906, reforçando seu status histórico no esporte. O Le Figaro lembrou a duração incomum de sua carreira, 29 temporadas.

Na Espanha, o Marca relembrou sua passagem por clubes europeus como Juvecaserta, na Itália, e Fórum Valladolid, na Espanha, destacando a recusa à NBA como parte de sua trajetória. Também ressaltou sua lealdade à seleção brasileira.

La Gazzetta dello Sport, na Itália, exaltou Schmidt como um ídolo absoluto, com 13.957 pontos em 11 temporadas e grande domínio internacional. Já La Repubblica apontou Schmidt como um dos maiores artilheiros da história do basquete europeu.

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