- Annie Judis, 82 anos, é recordista mundial do Guinness como a salto-corda competitiva mais velha.
- Ela treina quase todos os dias em casa, em Beverly Hills, gravando para seus 187 mil seguidores no Instagram.
- A descoberta da corda veio após se entediar com academias; aos 75 anos pulou 60 segundos em uma competição, conquistando o título.
- O esporte ajudou a lidar com o luto após a morte do marido, em 2022, e ela diz que a corda “salvou sua vida” durante esse período.
- Além de competir, Judis atua como embaixadora do salto de corda, já escreveu livro infantil e incentiva jovens em eventos locais.
Annie Judis, de 82 anos, divide a manhã entre treino e curiosidade. Em Beverly Hills, a sala se transforma em set de filmagem com iPhone, iluminação e figurino azul-turquesa. O objetivo é mostrar que o corpo pode superar expectativas.
A saltadora detém o recorde mundial do Guinness como a mais velha atleta de salto de corda competitiva. Ela compartilha o treino com 187 mil seguidores no Instagram, mantendo a rotina diária para manter a motivação e inspirar os netos.
A história ganhou repercussão após Judis transformar o hábito em performance, com a música tema Good Morning. O treino matinal normalmente acontece na casa da atleta, que também atua como embaixadora da modalidade.
Trajetória e motivação
Judis cresceu em Houston e teve destino ligado à atuação e ao cinema. No início, destacou-se como modelo e atriz negra, chegando a appearances na Playboy nos anos 1960. A decisão pelo salto de corda veio após décadas de carreira em outras áreas.
O impulso para o recorde surgiu em um sonho, seguido de inscrições em uma competição oficial em San Diego. Aos 75 anos, ela pulou por 60 segundos, vencendo a etapa e tornando-se a mais velha registrável por décadas.
A prática cresceu com o tempo, combinando performance e técnica. Em momentos marcantes, Judis já encenou uma entrada de palco, desmascarando um disfarce antigo para revelar a corda, em meio a aplausos. A ideia era entreter sem perder a essência esportiva.
Entre a vida pública e a privacidade
Além do título, Judis atua como mentora de equipes juvenis e publicou um livro infantil em 2024. Em entrevistas, ressalta a importância de levar a prática a diferentes públicos e idades, ampliando o alcance da modalidade.
Acordando cedo, a rotina inclui treinos com diversas cordas, exercícios de força e equilíbrio, além de períodos de recuperação. O objetivo é manter a energia e o estilo de vida ativo, mesmo aos 80 anos.
Judis descreve a corda como aliada nos momentos de luto, ajudando a lidar com a demência do marido, falecido em 2022. Em hospitais, a prática também serviu como forma de cuidado emocional e continuidade de rotina.
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