- O Comitê Olímpico Internacional decidiu excluir mulheres trans e a maioria de atletas com DSD XY da categoria feminina nas Olimpíadas, a partir de 2028, com críticas de alguns grupos ativistas e elogios de federações esportivas.
- A nova política sustenta que vantagens físicas masculinas existem e que, por isso, a presença de dois sexos distintos é necessária para garantir justiça e segurança nas competições.
- Um segundo ponto é a exigência de um rastreamento do gene SRY para quem competir na categoria feminina, feito uma única vez por meio de coleta simples (bochecho, saliva ou sangue).
- O rastreamento será aplicado a qualquer atleta que queira competir na categoria feminina, independentemente de origem, para verificar a presença do gene Y e a possível vantagem hormonal.
- A decisão visa proteger a dignidade, a saúde física e psicológica das atletas, buscando regras claras e baseadas em ciência para a elegibilidade na categoria feminina.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu excluir mulheres trans e a maioria de atletas com diferenças de desenvolvimento sexual (DSD) das competições femininas. A medida faz parte de uma nova política que visa proteger a categoria feminina, sob a alegação de vantagens físicas intensas.
A mudança vem após avaliação de evidências científicas que indicam que, mesmo com redução de testosterona, atletas XY-DSD mantêm vantagem significativa em várias modalidades. Dados citados pelo COI apontam desproporção em força, potência e resistência resultantes de puberdade masculina.
A decisão também estabelece que qualquer atleta participante na categoria feminina passe por um teste genético único, para identificação do gene SRY, presente no nascimento em muitos casos com traços masculinos. O teste seria feito uma única vez, com coleta simples de amostra.
Contexto e impactos
Segundo o COI, o novo protocolo busca equilibrar segurança, justiça e integridade competitiva. A mudança não pretende desconsiderar a dignidade de atletas trans ou com DSD, mas manter regras baseadas em evidência para o desempenho.
Atividades esportivas e conselhos de Federações acolheram a decisão como avanço em direção à equidade. Críticos questionam a aplicação prática e a possibilidade de efeitos psicológicos para atletas envolvidas.
Implementação e consequências
O COI enfatiza que a atualização deve proteger a integridade das competições, sem expor atletas a constrangimentos. A implementação incluirá mecanismos de proteção de dados, privacidade e bem‑estar físico e mental das atletas afetadas.
A proposta gerou debates entre organizações esportivas, atletas e comunidades. Fatos apontam que o objetivo é manter a competição justa sem perder o espaço de inclusão. As mudanças entram em vigor para os Jogos Olímpicos de 2028.
Entre na conversa da comunidade