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Brasileiro ajuda atleta em colapso e cruza a linha de chegada em Boston

Brasileiro para na Maratona de Boston para ajudar corredor em colapso e cruza a linha ao lado dele, abrindo mão do recorde e enfrentando fadiga

Brasileiro ajuda atleta em colapso e cruza a linha em Boston - (crédito: Reprodução )
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  • Robson Gonçalves de Oliveira, 36 anos, brasileiro, parou perto da linha de chegada da Maratona de Boston para ajudar um atleta em colapso.
  • O episódio ocorreu com cerca de 800 a 900 metros do fim, quando Robson tentava manter ritmo próximo de quatro minutos por quilômetro para fazer sua melhor marca.
  • Ao perceber a dificuldade do colega, ele decidiu dividir o esforço e ajudou a levar o atleta até a linha de chegada, deixando de cumprir seu objetivo.
  • Depois de cruzar a linha, Robson caiu de exaustão e foi encaminhado para atendimento médico; exames mostraram fadiga muscular.
  • O runner afirma que já ajudou outros atletas em provas anteriores e rejeita o rótulo de herói, valorizando o gesto como expressão de empatia e fé.

Durante a Maratona de Boston, Robson Gonçalves de Oliveira, 36 anos, parou perto da linha de chegada para socorrer um atleta em colapso. O gesto mudou o desfecho da prova e impactou a própria marca do brasileiro.

O operador de máquinas, morador de São Bernardo do Campo, trabalha em indústria de caminhões e corre há anos. Na edição deste ano, treinou sete meses com o objetivo de baixar 2h43, mas a decisão de ajudar prevaleceu.

A cena aconteceu com cerca de 800 a 900 metros do fim. Robson observou o atleta em dificuldade entre os demais corredores, interveio e pediu que mais alguém parasse para completar a travessia juntos.

A partir daí, outro corredor parou e Rogson decidiu agir em conjunto. Ele reconheceu que não conseguiria levar o colega sozinho até o final, contando com a ajuda de mais um atleta para terminar a prova.

Após cruzar a linha, Robson caiu exausto e foi encaminhado a atendimento médico. Ecocardiograma, eletrocardiograma e exames de sangue apontaram fadiga muscular, não problema cardíaco.

Robson já havia feito ações semelhantes em outras provas, incluindo a Maratona do Rio, quando atuava como pacemaker e socorreu um participante em colapso. Ele atribui o ato à empatia e à fé, sem buscar reconhecimento.

Ao ser chamado de herói, o atleta mineiro desvalorizou a alcunha. Disse que a atitude reflete valores pessoais e religiosos, destacando que o verdadeiro crédito vai para Deus.

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