- Sabastian Sawe, queniano de 30 anos, tornou-se o primeiro atleta a correr oficialmente maratona abaixo de duas horas em uma competição, cruzando a linha em 1:59:30 em Londres; venceu a prova, batendo o recorde anterior de Kelvin Kiptum (2:00:35, 2023), que morreu em 2024.
- O etíope Yomif Kejelcha, que terminou em segundo lugar, também correu abaixo de duas horas, registrando 1:59:41.
- O recorde de duas horas só foi alcançado oficialmente por Eliud Kipchoge em 2019, em condições controladas e fora de uma competição, não sendo reconhecido como recorde mundial.
- Especialistas destacam fatores como treinamento, nutrição, avanço tecnológico em tênis e a influência da região do Vale do Rift, no leste da África, na formação de elites da maratona.
- Iten, na África, é citada como berço de muitos corredores de elite; a cidade é referência na busca por talentos e na motivação de jovens a seguir o atletismo como caminho de vida.
Uma marca histórica foi alcançada na maratona: Sabastian Sawe, queniano de 30 anos, fez 1:59:30 na corrida de Londres, tornando-se o primeiro atleta a completar a prova oficialmente abaixo de duas horas. O tempo venceu Kelvin Kiptum, que detinha o recorde anterior com 2:00:35, em 2023. Sawe cruzou a linha em primeiro lugar, com vitória clara.
O feito aconteceu em Londres, durante a edição deste ano da maratona. O tempo de Sawe superou em mais de um minuto o recorde anterior entre tempos oficiais, consolidando a nova referência da prova. O registro confirma que correr abaixo de duas horas já é possível em competição formal.
Detalhes da prova
O etíope Yomif Kejelcha ficou em segundo, com 1:59:41, também abaixo de duas horas, em Londres. Além disso, Kipchoge, vencedor celebrado por ter quebrado a barreira em 2019, não teve tempo reconhecido como recorde oficial naquela ocasião, por ocorrer em condições não competitivas.
A história da performance está ligada a fatores como treinamento, nutrição e evolução de equipamentos, incluindo tênis de alta tecnologia. Profissionais destacam que o ritmo intenso de maratona exige adaptação física e mental, mesmo para atletas de elite.
Contexto regional
A domesticação do Vale do Rift, no leste da África, é apontada como parte do ecossistema de sucesso de quenianos e etíopes em provas de longa distância. Hoje, Iten, na África, é reconhecida como polo de formação de corredores de alto rendimento, com impacto social em comunidades locais.
As mudanças culturais e econômicas influenciam a participação em esportes de rua na Etiópia e no Quênia, onde o atletismo é visto como oportunidade de melhoria de vida. Profissionais da área destacam o papel de modelos locais para inspirar jovens atletas.
Perspectivas futuras
Especialistas ressaltam que, embora o desafio de quebrar a barreira das duas horas vá além do desempenho individual, a prova de Londres demonstra a viabilidade em competição oficial. A discussão sobre condições ideais para recordes oficiais continua em pauta entre entidades do atletismo.
Entre na conversa da comunidade