- A FIA aprovou mudanças no regulamento de 2026 para o GP de Miami, com foco em segurança, entrega de energia e formato das voltas de classificação, forçando equipes a saírem de suas zonas de conforto.
- O chefe de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, afirmou que o consenso veio após esforço conjunto de diversas partes, priorizando o bem comum.
- As alterações visam quatro problemas: dinâmica da classificação, risco de largadas lentas, desigualdade de velocidade entre carros e potência em condições de chuva.
- A recepção no paddock é mista: a Formula One Management defende as regras; campeões como Max Verstappen e Fernando Alonso criticam a direção regulatória.
- A formalização depende do Conselho Mundial de Esporte a Motor da FIA, com previsão de conclusão antes do Miami; o primeiro treino livre será estendido em trinta minutos para facilitar a adaptação, em formato Sprint.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou alterações no regulamento da Fórmula 1 para 2026, aprovadas por uma supermaioria do Comitê Consultivo de Unidades de Potência. As mudanças visam melhorar segurança, entrega de energia elétrica e o formato das voltas de classificação, com entrada em vigor prevista a partir do GP de Miami.
A principal mensagem é que as equipes e os fabricantes de unidades de potência tiveram de sair de suas zonas de conforto. As alterações foram resultado de debates realizados ao longo de abril, com encontros antes da etapa na Austrália e após as corridas na China e no Japão.
Nikolas Tombazis, chefe de monopostos da FIA, afirmou que o consenso exigiu esforço significativo de todos os envolvidos. Segundo ele, houve necessidade de passos de segurança e de um ambiente de discussão construtivo, priorizando o bem comum.
As mudanças abordam quatro problemas: dinâmica da classificação, risco de largadas lentas, disparidade de velocidades entre os carros e os níveis de potência em condições de chuva, apontados pelos pilotos após o GP do Japão.
Reação e encaminhamentos
A recepção no paddock foi mista. A FOM defende que as regras podem ampliar o interesse comercial e a audiência, enquanto pilotos influentes, como Max Verstappen e Fernando Alonso, criticaram o pacote.
Os ajustes de segurança não exigiram aprovação das equipes, mas alterações técnicas e esportivas dependiam de uma supermaioria. A formalização depende ainda do Conselho Mundial de Esporte a Motor da FIA, etapa final do processo.
Espera-se que o processo seja concluído antes do GP de Miami. Para facilitar a adaptação, o primeiro treino livre do circuito norte-americano será estendido em 30 minutos, antes do fim de semana com formato Sprint.
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