- O “supertênis” de 97 g da Adidas acelera o debate sobre doping tecnológico após recordes na Maratona de Londres.
- A World Athletics já impõe regras sobre altura de entressola e uso de tecnologias para tentar manter a competição equilibrada.
- O Adizero utiliza espuma Energyrim, pesa 30% menos que o modelo anterior, promete 1,6% de economia de corrida e 11% de retorno de energia no antepé.
- O queniano Sabastian Sawe venceu a maratona londrina, tornando-se o primeiro homem a completar a prova oficial em menos de duas horas.
- A etíope Tigst Assefa quebrou o recorde mundial feminino, com tempo de 2:15:41.
O lançamento do sneaker Adizero Adios Pro Evo 3, da Adidas, reacendeu o debate sobre o que especialistas chamam de “doping tecnológico” no esporte. O modelo, desenvolvido com uma espuma mais leve chamada Energyrim, foi utilizado por atletas na Maratona de Londres, impulsionando recordes e dividindo opiniões sobre justiça competitiva.
O calçado pesa cerca de 30% menos que a geração anterior e promete ganhos de desempenho. Testes divulgados apontam aumento de 1,6% na economia de corrida e 11% de retorno de energia no antepé. Atletas como Sabastian Saw e Tigst Assefa usaram a novidade na prova.
Regras e impactos
A World Athletics já definiu limites para tecnologias nos calçados, incluindo altura da entressola, para evitar desequilíbrios entre equipes. As regras existem desde antes dos lançamentos de grandes marcas, buscando equilibrar o esporte sem bloquear inovações.
Na Londres Marathon, Saw quebrou a barreira das duas horas na maratona oficial, marcando tempo histórico. Já Assefa estabeleceu um novo recorde mundial feminino ao cravar 2h 15min 41s, também usando o novo modelo. Estudos sobre acessibilidade aos materiais são discutidos por técnicos e comitês.
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