- Lewis Hamilton pediu que os pilotos tenham um “assento à mesa” nas discussões sobre o rumo da Fórmula 1, ao lado de equipes e da FIA, antes do GP de Miami.
- O tema foi ecoado por Lando Norris e por outros pilotos, que criticaram a forma como as regras são definidas sem a participação direta dos pilotos.
- As mudanças implementadas neste ano, já em vigor no fim de semana de Miami, foram alvo de críticas desde o início pela gestão de energia entre motor de combustão e eletricidade.
- Max Verstappen também pediu mais participação dos pilotos nas decisões sobre regras de corrida e de carro, sinalizando insatisfação com o estado atual.
- Lance Stroll criticou fortemente o formato atual, dizendo que o regulamento é falho e que há visões diferentes entre a F1 como negócio e os pilotos, que sentem o peso de um desempenho inferior ao desejado.
Lewis Hamilton pediu aos Fórmula 1 para terem voz ativa na definição das regras que guiarão o esporte, afirmando que os pilotos não têm um assento à mesa nas discussões com equipes e a FIA. O tema ganhou fôlego antes do Grande Prêmio de Miami, neste fim de semana, quando mudanças vigentes passam a valer pela primeira vez.
O piloto britânico, sete vezes campeão, afirmou que, embora haja interação com a FIA e com a F1, os pilotos não são stakeholders e precisam ter participação formal. Ele citou o processo de testes de pneus como exemplo de como a colaboração entre pilotos e fornecedores pode melhorar o produto final.
Hamilton também ressaltou a necessidade de um canal direto para feedback, destacando que opiniões de quem corre o carro devem influenciar decisões técnicas. A ideia é construir uma relação de trabalho conjunto para evitar críticas públicas contínuas ao esporte.
Lando Norris, atual campeão, sinalizou concordância com a necessidade de maior envolvimento dos pilotos na formação de regras. Ele destacou que a GPDA já discutiu esse tema e que o entendimento entre pilotos é de busca por um modelo mais ganho-ganha para fãs e participantes.
Max Verstappen também abriu espaço para mais input dos pilotos, afirmando que mudanças nesse sentido poderiam ter evitado parte do desgaste recente com as regras. O piloto holandês indicou que decisões tomadas de forma mais integrada poderiam ter permitido uma trajetória diferente.
Aston Martin e seus pilotos, como Lance Stroll, manifestaram críticas às mudanças usadas nesta temporada, apontando falhas percebidas no desenho regulatório. Stroll reconheceu que o esporte é um negócio para a organização e competição para os pilotos, com perspectivas distintas sobre o que funciona na prática.
Demanda por participação dos pilotos
Antes de as sessões de treino livres no Miami International Autodrome, a discussão sobre energia e gestão de recuperação, elementos centrais das novas regras, já gerava expectativas entre a grid. A preocupação é de que a participação dos pilotos na formulação pudesse evitar impactos negativos no rendimento.
A alta corrente de críticas, especialmente em relação ao equilíbrio entre potência do motor de combustão e energia elétrica, persiste entre a imprensa e a comunidade de fãs. A expectativa é de que futuras consultas deem mais clareza sobre a direção escolhida pelas autoridades da Fórmula 1.
Enquanto isso, os pilotos seguem preparando-se para o fim de semana de corrida, com a atenção voltada aos efeitos práticos das mudanças no regulamento durante as voltas de classificação e as provas. A novidade regulatory permanece sob escrutínio de equipes, FIA e pilotos.
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