- Haas ocupa o quarto lugar no campeonato de F1 após três corridas, a posição mais alta já alcançada pela equipe dos EUA.
- Ayao Komatsu, chefe da Haas, incentiva Bearman a correr riscos e a desenvolver o carro durante a temporada.
- Komatsu deixou o Japão para estudar na Inglaterra, vive em Coventry e já jogou rúgbi; viu na F1 a oportunidade internacional.
- Bearman, piloto britânico, teve resultados de sétimo e quinto nas três primeiras provas, e Haas aposta no seu potencial.
- Mesmo sendo a menor equipe do grid, Komatsu acredita na continuidade do desempenho e na permanência no quarto lugar.
Ayao Komatsu, chefe da Haas, insiste que a equipe não deveria ocupar o quarto lugar. Em Miami, a Haas disputa sua primeira corrida em casa da temporada, mantendo o feito de começar com o melhor desempenho entre equipes menores. A posição atual é inusitada para a escuderia norte‑americana.
O japonês, 50 anos, transformou uma trajetória de rebeldia em motor para a carreira. Crescido em Tóquio, pediu demissão dos padrões convencionais, estudou engenharia automotiva no Reino Unido e se embrenhou no rugby em Coventry. Hoje dirige a Haas com foco em riscos calculados.
Por trás dos números, Komatsu valoriza o ambiente certo para o talento florescer. Ele assumiu a equipe em 2024, após abrir caminho como diretor de engenharia de pista. Sua gestão privilegia confiança, autonomia e decisões audaciosas em busca de resultados.
A Haas surpreende ao ficar atrás apenas de Mercedes, Ferrari e McLaren, e à frente da Red Bull após as primeiras três provas. A posição reflete o ajuste estratégico que Komatsu implementou desde o início de sua gestão.
Oliver Bearman, jovem piloto britânico, é peça central da aposta de Komatsu. O dirigente defende que o talento do novato pode se converter em desempenho sólido ao longo da temporada, desde que haja respaldo para errar e aprender.
Komatsu afirma que o segredo está em oferecer o ambiente certo. Com isso, coloca os funcionários na posição de correr riscos e aprender com erros, sem penalização excessiva, para manter a Haas competitiva no pelotão intermediário.
Ao olhar para o futuro, o executivo admite que manter o quarto lugar é improvável, mas afirma não aceitar limites impostos pela própria narrativa de tamanho da equipe. A meta é manter a Haas na linha de frente do meio do grid.
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