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Quebrar barreiras no esporte amplia o que é possível para atletas

Quebra da barreira das duas horas na maratona de Londres evidencia a combinação de fisiologia, tecnologia e treino de elite, inspirando novos objetivos no esporte

O fisiologista Paulo Zogaib. Ao fundo, a chegada de Sabastian Sawe na Maratona de Londres 2026
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  • Sabastian Sawe, queniano, venceu a Maratona de Londres em 1h59min30s, quebrando a barreira das duas horas.
  • O etíope Yomif Kejelcha terminou em segundo, com 1h59min41s, ambos correndo com tênis de tecnologia avançada e pacers.
  • A performance ocorreu em condições favoráveis de percurso, temperatura e umidade, aliadas a monitoramento de dados e treino de alta qualidade.
  • O fisiologista Paulo Zogaib afirma que o teto fisiológico pode cair e que a combinação de fatores humanos, tecnológicos e ambientais torna esse feito possível no dia certo.
  • O especialista destaca a importância da preparação, da continuidade do treinamento e da individualização para o alto desempenho e a recuperação de lesões.

O assunto que marcou Londres 2026 foi a quebra da barreira das duas horas na maratona. Sabastian Sawe, queniano de 31 anos, venceu a Maratona de Londres com 1h59min30s, em uma das World Marathon Majors. O feito reuniu ciência, tecnologia e treino de alto nível.

A análise é feita pelo fisiologista Paulo Zogaib, que vincula fisiologia, medicina esportiva e monitoramento de dados para entender o desempenho extremo. Zogaib atua no Cemafe/Unifesp e no Hospital Sírio-Libanês, com mais de 35 anos no tema.

De acordo com o especialista, a combinação de preparação intensiva, planejamento rigoroso e condições ambientais favoráveis cria o que ele chama de dia perfeito para o avanço humano. O contexto esportivo envolve tecnologia e treino de qualidade.

A dupla de performance na prova londrina também chamou atenção por ter atletas sob 2h, com o segundo colocado, Yomif Kejelcha, marcando 1h59min41s. Ambos calçavam tênis com placas de carbono, destacando o papel da tecnologia no resultado.

Para Zogaib, a evolução decorre da convergência entre esforço individual, monitoramento de dados e adaptação de cargas. A individualização do treinamento, com frequência e GPS, hoje permite ajustar cada atleta ao que ele consegue sustentar por longas distâncias.

A quebra da meta histórica inspira reflexão sobre limites. O fisiologista observa que estudos anteriores falharam em prever o teto de desempenho, abrindo margem para avanços contínuos com novas estratégias e tecnologias.

Do ponto de vista fisiológico, a barreira representa um patamar simbólico, pois a corrida depende de sistemas respiratório, cardiovascular e muscular. O treinamento atual permite traduzir esse potencial em resultados mais previsíveis.

Kipchoge, após a prova, sinalizou que o esforço está apenas no começo. Zogaib comenta que uma quebra realça o possível para outros atletas, elevando o nível do esporte ao redor do mundo.

A atuação dos chamados super tênis é reconhecida como um componente da equação, com retorno incremental ao longo de milhares de passadas. Mesmo assim, o conjunto de fatores vai além da tecnologia individual.

Para o atleta amador, o especialista enfatiza que o condicionamento prevalece sobre o equipamento. A personalização do treino, segundo ele, é crucial para quem busca melhorar tempos sem exageros ou lesões.

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