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Campeonato global de surfe em Saquarema transforma resíduos em proteção costeira

WSL transforma resíduos de evento em barreiras de restinga em Itaúna, ampliando reciclagem, reduzindo CO₂ e estabelecendo metas de continuidade

Em 2025, cerca de três toneladas de resíduos foram coletadas durante a competição (Divulgação)
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  • Em Saquarema, lonas de estrutura de um campeonato global de surfe são transformadas em mourões para proteção da restinga da Praia de Itaúna, com foco na economia circular da WSL.
  • Na edição de 2025 do Rio Pro, foram coletadas cerca de três toneladas de resíduos, com índice de reaproveitamento de 99% e exemplo de expansão do modelo.
  • O programa recicla materiais como vidro, lonas, copos de papel e plásticos, gerando mochilas, lixeiras, bancos de praça e abrigos de ônibus a partir de resíduos dos eventos.
  • O objetivo é cobrir pelo menos um quilômetro de vegetação costeira com os Mourões produzidos a partir das lonas, ajudando a reduzir erosão e proteger a restinga.
  • Além de Itaúna, o modelo é replicado em etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe, com impactos econômicos relevantes (aproximadamente R$ 179 milhões em 2025 e mais de 6 mil empregos) e expectativa de continuidade em 2026.

À primeira vista, a lona que serve de estrutura para um campeonato global de surfe pode parecer descarte. Em Saquarema, no litoral do Rio de Janeiro, ela se transforma em mourões que protegem a restinga da Praia de Itaúna.

A iniciativa faz parte de um programa de economia circular da World Surf League (WSL) que ganhou escala na edição de 2025 do Rio Pro, etapa do circuito mundial realizada na Itaúna. A meta é proteger a restinga, ecossistema essencial para a estabilidade das dunas e a proteção do solo contra a erosão.

Sustentabilidade prática no surfe

Os mourões passam a sustentar barreiras que ajudam a preservar a vegetação costeira. Além disso, o projeto já gerou itens como mochilas, lixeiras, bancos de praça e abrigos de pontos de ônibus, todos criados a partir de materiais descartados nos eventos.

Reutilização de resíduos no evento

Abraçadeiras de nylon viram quilhas de prancha e raspadores de parafina, conectando o ciclo de resíduos diretamente à prática do surfe. Em 2025, cerca de três toneladas de resíduos foram reaproveitadas, com índice de 99% de reaproveitamento.

Impactos ambientais e econômicos

A iniciativa evitou a emissão de aproximadamente 3 mil kg de CO2 e gerou economia estimada em mais de 12 mil kWh de energia. Materiais como vidro, lonas, copos de papel e plásticos ingressaram no ciclo de reaproveitamento.

Expansão do modelo e metas

Para 2026, a WSL pretende ampliar ações de circularidade e preservação costeira, mantendo o foco não apenas no evento, mas no legado para as comunidades locais. Ivan Martinho, diretor da WSL no Brasil, destaca o compromisso contínuo com o meio ambiente.

Saquarema como laboratório e replicação

A escolha de Itaúna como laboratório se apoia na força das ondas e no retorno anual do circuito mundial, garantindo continuidade ao ecossistema e facilitando o planejamento de longo prazo. O modelo também se replica em etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe, que passa por diversas cidades.

Benefícios locais e reconhecimentos

Cooperativas locais participam da gestão de resíduos, mutirões de limpeza e atividades educativas em escolas públicas. Em 2025, o Rio Pro movimentou cerca de R$ 179 milhões e gerou mais de 6 mil empregos em Saquarema, números que se esperam repetir.

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