- Um grupo de top vinte jogadores do masculino e do feminino, incluindo Novak Djokovic, Jannik Sinner, Aryna Sabalenka e Coco Gauff, emitiu uma declaração conjunta reclamando do prêmio do French Open.
- Os atletas também pedem maior participação na definição da agenda do tênis, bem como avanços em bem‑estar e pensões.
- O French Open informou aumento de 9,5% no prêmio, para €61,7 milhões, com os vencedores de simples recebendo €2,8 milhões cada, mas os jogadores consideram o ganho insuficiente.
- Eles argumentam que, em relação à receita, a fatia destinada aos jogadores caiu, estimando participação de cerca de 14,3%, com expectativa de ficar abaixo de 15% neste ano, abaixo da meta de 22%.
- A nota aponta que não houve engajamento sobre bem‑estar nem avanço na criação de um mecanismo formal de consulta dos jogadores nas decisões dos Grand Slams, que seguem resistentes a mudanças. Outros players, como Ben Shelton e Jessica Pegula, devem reforçar as críticas no Aberto da Itália, em Roma.
Um grupo de tenistas entre os melhores do mundo, masculino e feminino, incluindo Novak Djokovic, Jannik Sinner, Aryna Sabalenka e Coco Gauff, divulgou uma nota conjunta para expressar insatisfação com o nível de premiação do French Open, que ocorre no final deste mês. A declaração também solicita maior participação dos atletas na decisão de calendário.
Na mensagem, os jogadores destacam que a fatia de receitas destinada aos prize money é insuficiente, mesmo com o aumento anunciado pela organização do torneio. Eles citam a necessidade de melhoria de bem‑estar e de uma consulta formal aos atletas sobre decisões que envolvem as grandes competições.
A premiação do French Open, anunciada no mês passado, terá aumento de 9,5%, totalizando €61,7 milhões. Os vencedores de simples masculino e feminino receberão €2,8 milhões cada. Ainda assim, os atletas afirmam que o crescimento é inferior ao observado no US Open no ano anterior.
Desempenho financeiro e reivindicações
Segundo os tenistas, o Roland Garros registrou €395 milhões de receita em 2025, avanço de 14% frente ao ano anterior, mas o incremento no prêmio foi de apenas 5,4%. A participação dos jogadores na receita chegaria a 14,3%, abaixo da meta de 22%.
Os signatários ressaltam a ausência de melhoria em questões de bem‑estar e a falta de um mecanismo formal de consulta dos atletas nas decisões de grandes torneios. O grupo afirma que o sistema precisa avançar para representar melhor os interesses dos jogadores.
A nota afirma ainda que a organização vem resistindo a mudanças estruturais. A ausência de participação dos atletas e o investimento insuficiente em bem‑estar são destacados como pontos centrais da demanda.
Espera‑se que outros nomes de peso, como Ben Shelton e Jessica Pegula, apresentem críticas adicionais aos grand slams em eventos como o Aberto da Itália, que começa em Roma nesta semana.
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