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FIA e equipes discutem redução do downforce de F1 até 2027

FIA e equipes discutem reduzir downforce para 2027, para melhorar recuperação de energia, evitar falhas de pneus e reforçar a segurança do conjunto dianteiro

Foto: Rudy Carezzevoli / Red Bull Content Pool
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  • FIA e Fórmula 1 discutem reduzir o downforce para 2027, para melhorar a recuperação de energia e reduzir riscos nos pneus.
  • Análises iniciais de 2026 indicam que os carros geraram mais downforce do que o previsto, diminuindo a energia regenerada pela frenagem.
  • O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, afirmou que o efeito “grudar no chão” dificultou o ataque dos pilotos.
  • O Comitê Consultivo Técnico apresentou três opções de redução, entre 20, 30 ou 50 pontos de downforce, com foco na asa dianteira, no assoalho e na região à frente dos sidepods.
  • Mudanças de motor para compensar a perda de bateria foram descartadas para 2027; as alterações serão aerodinâmicas, com possível implementação em 2028, e haverá revisão no bib (frente do assoalho) para evitar riscos ao piloto.

A FIA e as equipes de Fórmula 1 discutem mudanças no regulamento técnico para a temporada de 2027, com foco na redução de downforce dos carros. A ideia é melhorar a recuperação de energia das unidades de potência híbridas e reduzir riscos à segurança relacionados ao peso adicional nas rodas e nos pneus.

Análises das primeiras corridas deste ciclo técnico indicam que os carros passaram a gerar mais downforce do que o previsto, aumentando a aderência e reduzindo o tempo de frenagem. Isso impacta a capacidade de regeneração de energia durante a pilotagem e eleva as exigências sobre os pneus.

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, explicou que a maior aderência ao piso dificultou o desempenho, limitando o ataque dos pilotos em determinados trechos. Segundo ele, o excesso de downforce deixou o aproveitamento de energia menor do que o desejado.

Propostas em avaliação

O Comitê Consultivo Técnico da F1 vai debater medidas para limitar a eficiência aerodinâmica já em 2027. Fontes próximas ao processo indicam três opções de redução de downforce: 20, 30 ou 50 pontos, dependendo da agressividade das mudanças.

Os ajustes devem atuar em componentes-chave da carroceria, como asa dianteira, assoalhos e estruturas próximas aos sidepods. Mudanças no motor, com maior fluxo de combustível para compensar a energia da bateria, não são viáveis para 2027 e só seriam consideradas a partir de 2028.

Aspectos de segurança

A redução do downforce também tem foco na segurança, visando evitar cargas excessivas nos pneus. A FIA pode impor alterações técnicas unilateralmente em caso de divergências entre equipes, por tratar de tema sensível à segurança.

Além da redução geral do downforce, a FIA confirmou que analisará mudanças no chamado bib, a parte frontal do assoalho. A previsão é redesenhar esse elemento para evitar que o chamado efeito alavanca comprometa o piloto em caso de incidentes na pista.

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