- A alemã Aryna Sabalenka, nº 1 do mundo, disse que pode haver boicote a Roland Garros se a premiação não for revista.
- A premiação do Grand Slam de Paris é de 61,6 milhões de euros no total, menor entre os quatro majors, mesmo com aumento de 10% ante o ano anterior (equivalente a 360 milhões de reais).
- Jogadores da elite assinaram uma nota após o Masters 1000 de Madri, cobrando que os lucros atinjam 22% em vez de menos de 15%.
- Sabalenka afirmou que as negociações podem levar ao boicote caso não haja mudança.
- Coco Gauff citou o exemplo da WNBA, onde jogadoras avançaram por maior participação nos lucros, para defender remuneração maior aos tenistas.
Apos acompanhar a insatisfação entre tenistas com a premiação, Aryna Sabalenka, líder do ranking, deixou em aberto a possibilidade de um boicote ao Roland Garros. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 5, em meio a mensagens sobre a distribuição de ganhos no Grand Slam de Paris.
A premiação do torneio parisiense soma 61,6 milhões de euros no total, o menor entre os quatro majors, mesmo com aumento de 10% em relação ao ano anterior. O valor equivale a cerca de 360 milhões de reais e tem sido objeto de debate entre atletas de elite.
Jogadores influentes assinaram uma nota após o Masters 1000 de Madri, criticando a fatia recebida: menos de 15% do lucro, com a cobrança de que o prêmio chegue a 22%, conjunto já adotado pelos Masters 1000. Entre os signatários estão Jannik Sinner, Novak Djokovic e Coco Gauff.
Sabalenka afirmou que pode haver boicote caso as negociações não avancem. Ela reforçou que os tenistas geram o espetáculo e que, sem eles, não haveria o torneio nem entretenimento associado. A comparação com acordos de outras ligas foi citada para embasar o argumento.
Gauff citou como referência o acordo da WNBA, onde jogadoras se reuniram para ampliar participação nos lucros das franquias e passaram a receber valores superiores a US$ 1 milhão, segundo a visão da atleta sobre ganhos proporcionais ao impacto do show.
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