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Sabalenka diz que atletas podem boicotar Grand Slams para lutar por direitos

Sabalenka aponta que tenistas podem boicotar Grand Slams para exigir maior fatia da receita, em meio à disputa por acordos com os quatro torneios

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  • Aryna Sabalenka diz que os principais jogadores podem boicotar os grand slams para lutar por uma fatia maior da receita dos torneios.
  • O grupo dos top 20 homens e mulheres criticou a distribuição de prêmios do French Open e pediu maior compensação e contribuições para fundos de bem‑estar dos jogadores.
  • Sabalenka afirmou que, sem os jogadores, não haveria torneio nem entretenimento, defendendo que merecem porcentagem maior da receita.
  • Iga Swiatek fez críticas moderadas aos grandes torneios, destacando necessidade de comunicação e negociações com as entidades; não descartou o boicote, mas disse que é algo extremo.
  • Sabalenka ressaltou que, no momento, os clubes e jogadoras ainda buscam chegar a uma decisão correta por meio de negociações, antes de Roland Garros.

Aryna Sabalenka afirmou que, diante da disputa sobre a participação dos tenistas nos ganhos dos grand slams, os jogadores de elite podem vir a boicotar os torneios para pressionar por uma fatia maior da receita. A declaração foi feita durante a coletiva de imprensa de preparação para o Masters de Roma, o Italian Open.

Ela citou que a atual divisão de receitas é desvantajosa para os atletas e que sem a presença dos jogadores não haveria o espetáculo nem o faturamento dos eventos. A atleta também apontou que as negociações precisam chegar a uma conclusão que agrade a todas as partes.

Grupo de tenistas cobra mudanças e apoio a fundos de bem-estar

Um grupo de top 20 do tênis masculino e feminino divulgou recentemente mensagens privadas e públicas apontando para a necessidade de reajuste na distribuição de renda, especialmente nos quatro grandes torneios do circuito. O objetivo é ampliar a participação dos jogadores nos ganhos com patrocínios, TV e bilheteria.

Além disso, os tenistas defendem contribuições para fundos de bem-estar de atletas, como iniciativas de pensão conjuntas entre a associação de jogadores e a associação feminina. A mobilização vem em meio a críticas ao US Open, Australian Open, Roland Garros e Wimbledon.

Swiatek também comenta o tema, com tom cauteloso

A ex-número 1 do ranking, Iga Swiatek, analisou as propostas com cautela. Ela disse que as propostas visam uma parte justa da receita, ressaltando a importância de uma comunicação clara com as entidades dirigentes para abrir espaço a negociações.

Swiatek enfatizou que a possibilidade de boicote ainda não está definida e que a unidade entre as principais jogadoras tem se fortalecido por questões extracampo. Ela afirmou não ter clareza sobre como funcionaria um possível movimento do tipo.

Perspectivas e próximos passos

Sabalenka destacou a necessidade de avançar nas negociações e afirmou que as jogadoras podem se unir para defender seus direitos. A atleta mencionou que, se necessário, o movimento pode ganhar força para alcançar um acordo satisfatório para todas as partes.

A reação de outras atletas permanece em avaliação, com a expectativa de reuniões entre jogadortes e organismos dirigentes antes de grandes eventos anteriores ao Roland Garros. A imprensa acompanhará os desdobramentos à medida que as negociações avançarem.

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